terça-feira, 4 de novembro de 2014

Constante aprendizagem

Quando chegamos perto dos 45 a achar que basta o amor, o afecto, os diálogos, as brincadeiras, as cumplicidades e os mimos para com os filhos para  que eles sejam crianças calmas e felizes e vimos a constatar que não é assim, ficamos à toa. Culpamo-nos e procuramos descobrir onde falhamos. 
Ninguém está preparado para perceber que um filho a quem entregamos todo o nosso amor, tudo o que há de melhor,  tem um problema psicológico que não pode ser resolvido por nós; que apesar de todo os nosso esforço em aumentar-lhe a auto-estima, a confiança, que mesmo assim, não conseguimos lá chegar; que a frustração dela por falhar pode tornar-se violenta e agressiva; que para ele aprender a treinar é estar 2,3,4 horas a tentar fazer a mesma coisa até conseguir; que não tem noção que determinadas coisas a que se propõe são superiores às suas aptidões. É desgastante emocionalmente, para os pais e para a criança.
Esta conversa toda vem em seguimento deste post.
A minha mais nova  sempre teve um problema em lidar com a frustração,  mas eu sempre achei que teria a ver com uma imaturidade da parte dela e com a sua personalidade. Agora, que ela se encontra no 1º ano venho a deparar-me, diariamente, com episódios de descontrolo emocional, levando-a a ser, constantemente, agressiva. Não há nada que eu faça, nem diálogo, nem miminhos, nem abraços que façam com que se acalme. Quer saber tudo na ponta da língua quando chegar à escola, que não aceita que eu lhe coloque horário limite para os trabalhos, nem para o estudo ( tenho de colocar na mesma e lá tenho eu mais uma episódio de descontrolo). Ela para não falhar, na hora de ler, tenta decorar tudo o que a professora lhe mandou fazer  e, vezes tem, que até à hora de ir dormir ela se põe a dizer tudo decore até à exaustão.  
Perante este cenário desgastante conclui que tinha de procurar ajuda, uma vez que já não tinha capacidade emocional para aguentar e, acima de tudo, porque o problema não diminuiu. Falei com o Pediatra e com a professora e ambos comungaram da opinião de procurar um psicólogo infantil. 
Neste momento eu iniciei  medicação para ficar mais calma, e aguardo consulta de psicologia para ela que será ainda esta semana.
Tenho muito esperança que nós, junto com a nossa menina consigamos, com ajuda do psicólogo, encontrar ferramentas para contornar a sua frustração tão auto-destrutiva  e aumentar a sua auto-estima!


Um bom dia para todos

8 comentários:

  1. Fizeste muito bem. Não há vergonha em pedir ajuda!
    A melhor das sortes para as duas e para o caminho que vão percorrer juntas!

    Jinhoooooooosssss e pensamento positivo!

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    1. Obrigada pela força Suri. Tenho esperança sim que com ajuda e todo o amor tudo se vai resolver!
      jinhoss

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  2. Como entendo do que falas e já passei por isso com meu MaisVelho... Fizeste bem, quando nós sentimos impotentes, temos de pedir ajuda. Eu também o fiz. Conosco os resultados tardaram a chegar mas melhorou. Força e um grande beijinho

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    1. Não é bom saber que passastes pelo mesmo, mas fica-me o consolo de ser entendida em pleno. Não desfazendo nenhum conselho ou opinião mas quem passa pelo mesmo entende melhor do que falo. Eu já estou por tudo! O meu objectivo é que consigamos resolver o problema antes da entrada na adolescência, não o sendo, por essa altura os problemas serão bem maiores, bem mais dificeis de resolver!
      Obrigada pela força!
      Beijinhos

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  3. Como fico feliz por teres pedido ajuda...juntos vão conseguir, tudo vão ultrapassar e ela vai ficar bem
    Beijinhos

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  4. Acredito que sim amiga, acredito que sim! Estou um pouco ansiosa por ouvir a opinião do especialista!

    Beijinhos

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  5. Acredito que sim amiga, acredito que sim!
    Estou é um pouco ansiosa por ouvir a opinião do psicólogo, ai, ai, se estou!

    Beijinhos

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  6. Vai conseguir superar esse problema com a ajuda de um profissional!
    Por vezes...pensamos que somos capazes...mas não somos...e recorrer ajuda de outrem é um sinal de inteligência!!!
    Tudo de bom!

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