sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

à sexta-feira está a tornar-se hábito almoçar com o marido. Dia de colocarmos assuntos e conversas em dia, que durante a semana, por escassez de tempo, se vão adiando.Aquela hora em que somos só os dois, em que ordenamos rumos, ajustamos ideias, resolvemos mal entendidos, sabem-me sempre tão bem.
Quando a refeição é deste estilo ( tão gourmet!!!!)


unimos o útil ao agradável.
Sendo peixe o ingrediente principal, porque será que eu estou com esta sensação de estar em pecado!? Estou que nem posso. E o vinho tinto, deixou-me assim um bocadito atordoada, valham-me os deuses.



retirado da net

A expectativa de mais um fim-de-semana. A esperança de fazer dos dias, dias melhores e felizes. De viver de dentro para fora, sem exaltações e na paz da família.
A mais nova com a catequese da parte da tarde seguida de uma festa de aniversário; o jogo de basquete do marido em Ovar, também amanhã à tarde. A mais velha super irritada, como nunca, e nervosa com os testes intermédios que terá para a semana, que tendo deixado de ser obrigatórios, a escola optou por fazê-los na mesma; a minha vontade de dar um pulo à aldeia. Não sei não! Vou tentar fazer como a menina da imagem, deixar fluir e logo se vê!

Um óptimo fim-de-semana para todos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Partilhando história 
"Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico. Dentro da área de consumo, cai a máscara de humanidade do hipermercado: entra-se no coração do capitalismo selvagem. O consumidor, totalmente abandonado a si próprio (é mais fácil de encontrar uma agulha num palheiro do que um funcionário que lhe saiba dar 2 ou 3 informações sobre um mesmo produto), raramente tem à disposição mercadorias que, apesar do encanto do seu embrulho, não dependam da exploração laboral, da contaminação dos ecossistemas ou de paisagens inutilmente destruídas. Fora do hipermercado, os produtores são barbaramente abusados pelo Continente (basta que não pertençam a uma multinacional da agro-indústria), que os asfixia até à morte e, quando há um produtor que deixa de suportar as impossíveis exigências que lhe são impostas, aparece outro que definhará igualmente, até encontrar o mesmo fim. Finalmente, nas caixas do hipermercado, para servir o consumidor como escravos idênticos aos que fabricaram os artigos comprados, estamos nós.
O hipermercado está portanto no centro da miséria que se vive hoje no mundo. O consumidor, o produtor e nós temos uma missão comum: contribuir para que os homens mais ricos do planeta fiquem cada vez mais ricos – contribuir para que a riqueza se concentre como nunca antes na história. Se somos todos diariamente roubados e abusados, é por este mesmo e único motivo.
Vou-vos relatar apenas a minha banal experiência diária (sem pontos de exclamação já que o escândalo é comum a qualquer um dos tópicos que irei descrever). Espero que sirva de alguma coisa, apesar de saber que ninguém se incomodará muito com ela. Afinal, é a mesma selva que está já em todo o lado.
  • 1 – salário
Trabalho 20h semanais em troca de 260€ mensais, o que dá pouco mais de 3€ por hora. Que isto se possa pagar a alguém em 2015 devia ser motivo de vergonha para um país inteiro. Que seja um milionário a pagar-me esta esmola devia dar pena de prisão efectiva.
  • 2 – precariedade
Já vou no terceiro ‘contrato’ de seis meses e ainda não passei a efectiva. Quando chegar a altura em que poderei finalmente entrar para o quadro, serei dispensada como tantas outras. A explicação para a quebra brutal na natalidade está encontrada: afinal, alguém consegue ter filhos nestas condições?
  • 3 – trabalho não remunerado fora do horário de trabalho
Se o futuro é uma incógnita, o presente é sempre igual: todos os dias, sem excepção, trabalho horas extra grátis que me são impostas. O meu horário de saída é às 15h mas, depois dessa hora, ainda tenho para executar várias tarefas obrigatórias, que me levam entre 15 a 20 minutos diários, como arrumar os cestos das compras e os artigos que os clientes deixam ficar na caixa ou guardar o dinheiro no cofre. No quase ano e meio que levo a trabalhar no Continente, devo ter saído uns 5 dias, no total, à hora certa. E já cheguei a sair uma hora e meia depois das 15h, apesar de os meus superiores saberem muito bem que dali ainda vou para outro trabalho e de, por isso, eu ter sempre imensa pressa para não me atrasar.
  • 4 – trabalho em dias de folga
Para perpetuar a falta de funcionários na loja, obriga-se aqueles que lá estão a trabalharem pelos que fazem falta, oferecendo assim todos os meses algumas horas do seu tempo de vida e de descanso ao patrão, que deste modo poupa no número de salários a pagar. Mais absurdo: num dia em que esteja de folga, posso ser convocada para ir à loja para fazer inventário. Sou obrigada a ir, apesar de estar na minha folga, e apenas posso faltar mediante justificação médica. E, como se não bastasse, até já aconteceu eu ser avisada no próprio dia da folga.
  • 5 – cada segundo de exploração conta
Neste ano e meio, cheguei uma única vez 5 minutos atrasada e a minha superior foi logo bruta e agressiva comigo, tendo-me gritado e agarrado pelo braço, apesar de supostamente haver uma tolerância para se chegar até 15 minutos atrasada. Nunca mais voltei a atrasar-me. Nem 10 segundos. (Já sair pelo menos 15 minutos mais tarde do que a hora prevista, isso é todos os dias.)
  • 6 – formatação do corpo
Relativamente à aparência física, devemos formatá-la meticulosamente, ao gosto sexista do patrão. Na loja onde trabalho, várias colegas tiveram por isso de eliminar os seus pírcingues, apagar também a cor das unhas (lá só é admitido o vermelho) e uma até teve de mudar de penteado. O patrão quer que nos apresentemos como autênticas bonecas. Faz lembrar os escravos que eram levados para as Américas, a quem se retiravam as suas marcas corporais para serem explorados sem outra identidade que a de escravos (seres humanos transformados em mercadorias).
  • 7 – pausa para comer/urinar/descansar é crime
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.
  • 8 – gerem-nos como se fôssemos animais
Há uns tempos, uma colega sentiu-se mal quando estava na caixa, fartou-se de pedir licença para ir à casa de banho, mas foi obrigada como de costume a esperar tanto, tanto que lá se vomitou, quase em cima de um cliente.
Não se calem e denunciem todos os abusos nas redes sociais e nos blogs.
(gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta) "
Tudo aqui (https://obeissancemorte.wordpress.com/2015/02/21/sobre-os-abusos-permanentes-aos-trabalhadores-dos-hipermercados-continente-por-trabalhadora-abusada/)

A gente esmorece, chora, resmunga, tem vontade de mandar um murro na mesa e dizer às pessoas que mandam nisto tudo, BASTA!
O cansaço e o marasmo cada vez é maior por cada canto e esquina. Caminha-se com sacríficio visto que o "maus tempos" não deixam vislumbrar, no horizonte, algo animador.


Depois, com uma enorme vontade de agarrar a esperança, de agarrar um raio de sol para o semearmos no nosso coração, olhamos para dentro de nós e fazemos uma lista silenciosa do que temos e do que realmante vale a pena agarrar. Ter a certeza que dentro de nós se podem operar momentos únicos de arrabatadora felicidade.
Acreditar no amor em nós e no amor de quem realmente importa. Construir a esperança lágrima a lágrima e sorriso a sorriso. Deixar o sol entrar bem no fundo da nossa alma e deixar a esperança fluir, com fé que o amor e o sorriso, ninguém nos pode roubar.

Bom dia a todos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Maria tinha despertado ao som do canto do cuco. Essa ave maravilhosa que anunciava, por ali, a chegada da Primavera. Ali perto, no beiral do telhado, o diálogo entre pardais tornou-se intenso, intercalado com curtos voos intermitentes.
Maria descia as escadas de cimento e descia para a cozinha, onde já ardia, na lareira de pedra, queimada pelas brasas, uma enorme fogueira. A água do pote preto de pernas já fervia e era usada para lavar a loiça, ou para cozinhar. A cevada estava pronta. Maria tirava do louceiro uma tigela já esmoucada, de tanto uso, vertia a aromática cevada em cima da broa de milho, já por si esmigalhada para a tigela. Tomava tranquilamente o pequeno-almoço.
Entretanto chegava avó, que vivia do outro lado da estrada, e lhe perguntava se queria ir com ela a casa da Milinha dos Silvões. Maria gostava de a acompanhar pelas histórias e conversas que ouvia entre elas, para além de lhe agradar imenso aqueles passeios entre os campos, agora floridos.

Quando falavam de Maria, a avó fazia-lhe sempre aquela pergunta: -Maria porque é que eu gosto tanto de ti? Maria dava sempre a mesma resposta, dentro da sua inocência, própria da idade: - por eu chorar. Ambas riam às gargalhadas e Maria não percebia porquê.

imagem da net


:)




Hoje, bastava-me apenas um dia de sol assim, poder caminhar por um lugar destes,
 para ganhar um novo ânimo, renovar as energias:). 

Bom dia a todos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Quando cheguei o único lugar vago era ao lado daquele adolescente. Estava sentado de ar zangado e contraído. Sentei-me a seu lado. Reparei que cravava as unhas nas palmas das mãos, alternando entre uma e outra mão. Contrariado. Talvez obrigado pela figura masculina (suponho que fosse o pai) que se encontrava sentado do outro lado, de ar muito pálido, acusando cansaço.
Manteve-se sentado até, mais ao menos, meio da cerimónia.
O rapaz, a dada altura, começou a levantar-se, quando a cerimónia assim o exigia, e a encostar-se ao adulto numa atitude submissa. Depois a dar-lhe a mão. Depois a dar-lhe beijos na mão. Nisto ficou até ao fim da missa, em curtíssimas pausas.


A adolescência nas suas variantes, ora pesando para um lado, ora para o outro.
Tenho um bom ambiente aqui no meu departamento. Os meus homens tratam bem e têm-me muito apreço, sinto isso e eles demonstram-no com frequência. Porém, o ambiente desta enorme casa (somos tantos que há muitos que nem conheço), tem tido uma decadência vertiginosa. A desmotivação, dos que, tal como eu, já cá andam há dezenas de anos, é quase imensurável, contra os que estão por cá há pouco e que não olham a meios para atingirem os fins. Mais vale cair em graça que ser engraçado, lá diz o ditado. Eu não tenho procurado, ao longo dos anos, nem uma, nem outra. Tenho exercido as minhas funções com coerência, integridade, humildade, dando o meu o melhor, desburocratizando e simplificando sempre o mais possível. Pois é, o mal está mesmo aqui. É que mesmo sendo sempre considerada uma óptima funcionária, com perfil para fazer e organizar serviços que funcionam mal, nunca passei mesmo disso, da preparadora de terreno, para colheita posterior de outros que atrás de mim vieram. Tem- me faltado ao longo destes anos o complicar para dar ares de que as tarefas são de difícil execução. Que nada é fácil, enchendo páginas de palha de infinitas cornucópias. O mérito só é reconhecido, na prática, quando, mesmo tendo o serviço em ordem, se fica muito para além da hora, para mostrar que há um esforço extra para que tudo funcione como deve ser, sacrificando a própria família, mesmo que isso signifique ficar a navegar na internet.
Sempre dei o litro perante o serviço que tinha pela frente, essas encenações teatrais sempre andaram anos luz da minha praça.
Sendo assim, vejo progredir na carreira, actrizes e actores deste deprimentes teatros, enquanto eu, fiel a mim própria, continuo a ser o bombeiro, a excelente funcionária, sem proveito, nem mérito de facto reconhecido.

Sinto-me cansada, desgastada e pouco realizada. Continuo a levantar-me cedo, continuo a cumprir todas as tarefas com que me deparo, com zelo e empenho suficiente, para as ver realizadas correctamente, mas com uma total desmotivação. Estou cá com sacrifício. Preciso de ganhar um ordenado ao fim do mês, só mesmo isso é que neste momento me move. Sinto uma enorme tristeza em ver morrer a camaradagem do passado, a união e a consequente partilha.
Hoje é dia de balanço de mandato. Brevemente iniciamos com nova gestão, e, neste momento, já tanto me faz quem vem, afinal têm vindo uns atrás dos outros nestes últimos anos e não houve nenhum com vontade de re-humanizar tanto a relação com o utente, como o ambiente laboral. O umbigo tem sido o único horizonte de cada um deles. Se eu fosse de dizer palavrões, diria que se f...m todos, que eu já não aguento com esta gente.

Desculpem lá o mau jeito, mas tem dias em que por cá cheira a podre :(.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

aquela miúda está por cá há pouco tempo. Carrega em si algo que lhe pesa e ausenta  qualquer sorriso.Veio aqui duas vezes e eu brinquei, ri e meti conversa. Não consegui que  esboçasse o mais pequeno sorriso. Fez por sair rapidamente, receando, talvez, que eu descobrisse o que a apoquenta. Cruzei-me com ela mais algumas vezes e ela mantém aquele olhar fugidio e os lábios cerrados.
Que tristeza tão grande esta, capaz de roubar, desta forma tão determinada, o sorriso dos lábios daquela menina/mulher?!

imagem retirada da net


Bom dia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Encontrei a  D. Maria (foi minha vizinha há 17 anos atrás), senhora dos seus 86 anos, meiga, com uma genica e uma desenvoltura invejável para a idade (e para senhoras bem mais jovens que ela). Come muita fruta e muitos legumes, pão só de vez em quando, dizia-me ela em resposta ao elogio.Saía para ir à missa, que ela não é de estar parada, nem fechada dentro de casa, e sair, nem que fosse para a missa, sempre a obriga movimentar as pernas. Pergunta pela avó do meu marido que também é minha agora, dizia ela, e eu concordava; - como vão as meninas? - e você menina, como vai? - E o marido trata-a bem? -Sim, ainda bem que é feliz, você merece menina. -Você está tão bonita, mesmo bonita!
 Após alguma conversa despedimo-nos e eu, já a alguma distância, ainda a ouvi dizer:- mesmo bonita!
 "menina", que maravilha, na minha idade, não é para qualquer uma! E depois, mesmo considerando haver um problema a nível da visão (nesse dia as raízes perdiam cor e as brancas despontavam intensamente, para além de uma herpe que me enfeitava o lábio superior), acreditem que isto fez-me um bem do caraças, especialmente por vir de quem veio, da forma carinhosa como veio :).
A doçura dos velhinhos deixa-me sempre o coração tão apaziguado.


Boa noite
Anjos da guarda

A Rucas mulher que conheço, respeito e admiro há 20 anos, no ano passado, após imensas visitas a um doente com suspeita de ser portador de tuberculose, decidiu, por iniciativa própria, e por descargo de consciência, pedir a uma colega para lhe fazer um rx pulmonar. De imediato lhe foi detectada uma mancha num dos pulmões. 
A parti daí, após análises e alguns exames, até chegar ao cancro do pulmão foi um piscar de olhos. O mundo, como acontece sempre nestes casos, desabou. Revolta, indignação, um rol de sentimentos avassaladores.
Rucas, apesar de tudo, teve um anjo em forma de doente, chamado David,com suspeita, não confirmada, de uma doença, que a levou a o rx. 
A Rucas após um ano e alguns meses de ausência, regressou hoje ao serviço, com meio pulmão a menos, é certo, mas com a imensa vantagem de não ter passado por tratamentos de quimioterapia e similares, e estar curada, com algumas limitações, mas com uma enorme gratidão por todo o processo lhe ter corrido tão bem.



Há uns anos atrás só as víamos em terra quando havia tempestade no mar. Era do conhecimento comum.
Últimamente, andam por toda a cidade, quer com bom, quer com mau tempo. A fome mantém-nas em terra, famintas, à procura de alimento em qualquer canto ou esquina.
Os bichanos abandonados, que as duas senhoras daquela rua tomam conta, ainda dormiam nas camas improvisadas feitas de caixas de papelão, cobertas com sacos de plástico e forradas de mantas gastas, trazidas para os aconchegar nos dias mais frios. Os recipientes de comida, colocados em fila são, pata entre pata, olhos em alerta, atacados por elas.
A fome, esse enorme flagelo, também atinge de forma tão cruel os pobres animais. 
Dizem que são más, que são cruéis. Não. Procuram apenas, instintivamente, sobreviver.


Bom dia

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Há dias em que a ambivalência de sentimentos me deixa atordoada. A tristeza que que me dilacera quando agressividade está ao rubro, em que que eu sou uma ignorante e nada sei de nada, nada sei de ti e nem do que tu sentes, dizes tu. Sinto em ti uma mistura de ingratidão e, ao mesmo tempo de raiva e revolta que não sei de onde vem. A minha alma grita, o meu coração desespera. Há dias impossíveis de controlar mágoas e dores. Ao mesmo tempo, e por trás de tudo isto, existe um amor sem fim; uma esperança que esmorece, mas não morre; abraços e "és a melhor mãe que se pode ter". Existe o acreditar que ser mãe, é ter todas as adolescências para as quais nos propusemos e que nenhuma delas possa ser fácil.
Quando julgamos que a nossa própria foi difícil pela ausência de uma estrutura afectiva apoiante, vimos a descobrir que menos dificuldades e mais afectividade e conhecimento não fazem desta fase, menos árdua, ou menos difícil para quem passa por ela, e para quem com ela tem de conviver.
Por vezes perco a assertividade, perco o controlo, perco a paciência, quase perco a cabeça. Isso dói-me. Dói-me mais, até, do que todos estes contornos da adolescência, por vezes, muitas vezes, demasiado aborrecente.
Hoje caminharei sem pressa, respirarei fundo os raios de sol, chorarei sózinha. Recompor-me-ei. Amanhã será um dia novo, cheio de potencial para felicidade, como qualquer outro. Só hoje chorarei para lavar o coração. Para lavar o medo de estar a falhar. Para tentar lavar a culpa de não ser o que deveria ser na hora de ser!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Votos de um dia cheio de cor para todos!

imagem retirada net

Bom dia:)
Acordar cedo, 6.15 h, ainda a noite estava escura, para tratar de algumas tarefas domésticas antes de ir trabalhar. Acender a luz da cozinha e a lâmpada fundir. Descobrir que não tinha lâmpada de substituição. Tirar a roupa e a loiça das máquinas, dar de comer ao cão e tomar um belo pequeno-almoço à luz da vela:). 
Se a lâmpada não fundisse, penso que nunca tomaria esta iniciativa naturalmente. 
Se achei piada, achei, só à parte do pequeno almoço:)!


Bom dia:)!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Tinha dito que não ia, mas acabei por ir e ainda bem que assim foi.
Sempre foi famosa a noite de Carnaval aqui na cidade. Porém, eu como nunca fui carnavalesca, nunca me deu para ir ver. Este ano, e porque um dos convidados era o DJ padre Guilherme ( temos padres muito à frente, aqui no concelho) e o dinheiro a angariar, nas barraquinhas dos comes e bebes, era para ajudar a pagar o colégio daqui da paróquia, fui. 
Além disso, o padre Robson, brasileiro com samba na pele (rapaz novo), foi o organizador da festa. De factor ele organizou um sambodromo do melhor. Entre as actuções dos artistas convidados, o samba esteve sempre no ar.
A marginal foi fechada ao transito e foi ver os mascarados, cada um à sua maneira, ou em temas de grupo, a desfilarem sem uma ordem certa. Velhinhos de cabeleiras loiras ou ruivas; homens vestidos de mulheres, com enormes "poitrines"; bruxas assustadoras que pregavam partidas por quem passavam; fantasmas e caveiras; princesas e noivas; piratas e ninjas. De tudo, ontem vi de tudo. A minha mais nova estava encantada com todo aquele movimento e com todas aquelas as máscaras tão brincalhonas e divertidas. A mais velha saiu à rua com um grupo de amigas, escoltadas pelos pais de uma delas que hoje têm direito à tolerância (nós não tivemos essa sorte).
Fiquei satisfeita de observar, que a pesar da conjuntura económica, o povo, apesar do frio,  tem a vontade de sair à rua para se divertir, contrariando o que muitas vezes lhes vai na alma.
Fiquei ainda satisfeita de observar que a igreja começa a ter uma postura diferente perante os fiéis, acabando por cativar mais e mais pessoas. Surpreendida pela quantidades de gente que tanto um padre, como o outro, conseguiu cativar e envolver este Carnaval.
Eu, pézinho de chumbo, ainda dei um pouco à perna. Há pessoas que têm uma capacidade enorme de nos envolver, o padre Robson é uma dessas pessoas :)!
Tive conhecimento, ainda há um bocadinho, que a festa terminou por volta das seis da manhã.

DJ padre Guilherme

Bom dia :)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

805 milhões de pessoas no planeta passam fome...

É necessário fazer algo, todos temos a obrigação de fazer algo, para ajudar a travar a epidemia da fome.

Um dos melhores jogadores do planeta tomou uma iniciativa louvável, que merece ser partilhado por esse mundo fora, para que de alguma forma se consiga sensibilizar os dirigentes mundiais. 
Pôr travão  a esta injustiça é urgente!




Um pequeno gesto pode fazer a diferença. Quem sabe se não será o seu!?




Recomeço.
Depois de um fim-de-semana de shopping; de almoço do dia dos namorados em família;de jogos de basquetebol, em que que fiquei com a casa e roupa para organizar sózinha; de levar a mais nova a festa de anos de duas amigas; de de dar apoio à mais velha na orgnização da festa de carnaval de logo à noite; depois uma inundação na cozinha, regresso, enfim, a um dia que espero ser mais tranquilo. Recomeço com esperança de mais tranquilidade para poder aliviar um pouco a cabeça do stress do fim-de-semana.
Já alguém disso isto: " o trabalho  descansa"! E há alturas que, para mim, de facto assim é.

Boa segunda-feira para todos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Gosto de sentir  esse apoio, ainda que por vezes rude, para disfarçar a sensibilidade. Sentir que chegou um tempo em que falamos a mesma linguagem e que cada vez nos completamos mais. Segurança conjugada com afecto e compreensão é o que necessito para que grandes obstáculos se tornem pequenos. Sentir que me ajudas a encontrar o meu norte no meu desnorte. Pequenos gestos que se tornam em momentos de felicidade a preencher a bagagem da vida.
Amanhã não festejarei o dia de S.Valentim a dois, a quatro cai -nos sempre bem. Festejar o amor em família, é muito compensador :)!




Bom fim-de-semana para todos :)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Há aqueles dias em que a tristeza de não poder estar perto, de não poder fazer nada, me deixa num exausto sentimento de impotência.
O acumular de tralha e mais tralha dentro de casa, ao longo do tempo, faz com que ela cada vez se perca mais; faz com que ela, mais vezes, perca coisas importantes. Ela chora desesperada, e eu, do outro lado da linha tento acalmá-la. Sinto-a cansada e de rastos. E sinto-me impotente, tão impotente!
80 km não é uma grande distância. No dia a dia, entre trabalho e escola, 80 km são um fosso intransponível. Ao fim de semana, e porque há jogos de basquetebol do marido, também não é fácil lá ir, enquanto não terminar a época desportiva. Há filhos mais perto, mas a presença de uma filha faz tanta diferença em tantas situações.
Anseio pelo fim da época do basquetebol,  que será também o fim da carreira (quase aos 46 anos). O nosso convívio com a família foi desde sempre afectado por ele, nuns clubes mais do que em outros.
Agora, mais do que sempre, sinto de necessidade de estar mais, mimar mais, fazer mais, porque à distância pouco, ou nada, se faz.
Hoje é só isto que me ocorre :(

Bom dia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015







Infelizmente para todos :(!
Não gosto de fazer compras,  facto que  já mencionei aqui e no meu outro sítio. 
Há  no entanto dois locais de comércio que eu gosto muito de frequentar: são as feiras e os mercados (de produtos frescos). Gosto de ouvir apregoar, gosto de todos este bairrismo que envolve este tipo de negócio, gosto dos cheiros. Nestas minhas idas já aprendi a marralhar preços com óptimos resultados.
Ontem fui à feira, na minha pausa de almoço e com apenas 8.25 euros trouxe: uma camisola curtinha de gola alta, com bolsos, em lã grossa matizada, em tons pretos e cinza, para mim que também tenho direito; amendoim avulso descascado; alho moído; avelã descascada e para experimentar, porque o vendedor me deu a provar um queque (feito com este preparado),  preparado para bolo de cenoura. Para além do gozo que me dá ir a estes sítios a vantagem dos preços é muito aliciante. As especiarias e os chás são das coisas que já só (quase) compro na feira, porque para além do preço, acho-os muito mais saborosos:)!
Sou uma mulher simples que gosta de se envolver em meios, em que a simplicidade flua naturalmente :)

Bom dia para todos

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um aniversário, duas festas. 
Uma  no próprio dia para a família e padrinhos e outra no domingo para um grupo de meninas, as mais chegadas ( todas da turma dentro de casa não seria fácil).
Para além dos bolos da Violeta, houve muito violeta (só na cor), defiles de moda com vestidos e adereços da mãe,  penteados e a maquilhagem com a cabeleireira e maquilhadora de serviço (a mãe, pois está claro)! Kizomba e músicas da Violeta animaram a festa. 
A felicidade da minha menina era tão visível. Divertiu-se tanto que às 20:00 h adormeceu no sofá e só acordou hoje de manhã.
Hoje dizia-me que podia ser de novo fim-de-semana para voltar a repetir tudo :))! Eu pensei que ainda bem que é segunda-feira porque apesar de ter sido muito divertido hoje estou exausta. Deixar a casa de novo impecável, antes de começar uma nova semana de trabalho também fez parte da festa (da mãe) :)!

Boa semana

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Faz hoje 7 anos que eu me tornei numa pessoa mais completa.

Com ela, tenho aprendido tanto, tanto!
As suas birras, os seus abraços, os seus “odeio-te”; os seus “és a melhor mãe de todas”, tudo isso me tem feito amá-la mais e mais. Crescemos juntas neste enorme amor sem limites, e nada é obstáculo para ele crescer mais e mais, ser forte e maior que todo o universo.
A sua agressividade, a sua doçura, a sua criatividade, a sua determinação, tudo isso me tem aperfeiçoado no cuidar e no ser. Por tudo isso sou grata.

Hoje somente agradeço por ela fazer parte das nossas vidas e nos dar este leque de vivências que nos preenche.


Um óptimo sábado 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015


foto tirada na minha cidade, ao lado do meu local de trabalho

Que nem as intempéries, que de quando em vez nos surgem na vida, nos derrubem. Que elas nos façam fortes e imbatíveis.

Um bom fim-de-semana :)
Acabei de ler este livro




Um óptimo livro de orientação na educação de crianças felizes e respeitadoras e muito mais do que isso. Aconselho a todos os pais, especialmente às mães, a lê-lo. Vale a pena!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A minha mais velha sempre foi um miúda muito divertida, brincalhona, respeitadora mas por vezes um pouco faladora na sala de aula. 
Há dias estando ela muito sossegada, uma colega, com quem ela até inter-agia muito bem, é chamada à atenção por estar a falar. Como ficou furiosa defendeu-se que já que lhe chamava a atenção a ela também deveria chamar à minha filha de cada vez que fala, não sendo o caso naquele momento. A minha ficou chateada por ela se defender usando em sua defesa a  sua tagarelice. Comentou que não gostou, até porque quando falava também ela era corrigida. Foi o suficiente para pela 1ª vez na vida  ter uma espera à porta da escola e ser insultada, com insultos do mais baixo nível, e, inclusive, quase em vias de ser espancada, não fossem os colegas meterem-se no meio. Um horror! Chegou-me a casa tanto transtornada que metia dó. Fartou-se de chorar de tão revoltada. 
Ontem diz-nos ela, que o que lhe aconteceu, no fundo, até foi bom, porque afinal de algum modo ficou a conhecer bem com quem lida e quem são verdadeiramente as pessoas que ela achava que eram amigas dela. Sim, porque no meio desta confusão houveram colegas, que ela considerava amigos e que se puseram contra ela. Está a sofrer a minha pequena, mas ainda assim a tentar encontrar algo de positivo no meio desse sofrimento.
Tantas vezes lhe repeti, e ainda repito, que cada um tem de ser responsável pelos seus actos. Que nunca alguém deve usar o mau comportamento do outro, para tentar encontrar atenuantes para o seu próprio comportamento (mau). Esta lição já foi assimilada, penso eu de que!


Hoje estou sem palavras. Hoje tenho um nó na garganta. Hoje a Rosinha (Flor Criativa) deixou-me de lágrimas nos olhos. Falo de vez em quando com ela  pelo telefone e por email e nunca me tinha falado na dimensão da sua angustia. Sempre me dá força  e eu a ela, pensava eu, e afinal as minhas queixas são tão pequenas comparando com o que ela sente :((!


Bom dia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A minha pequena todos os dias  me odeia, me ama e me pede abraços, na mesma proporção. Há dias que também odeia e ama o pai.
Penso que isto é crescer de forma saudável, versão actual :)!


Bom dia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Domingo à tarde.
Destralhar, destralhar, destralhar. Sentir-me mais leve depois de três horas a destralhar e organizar. Três sacos cheios, um de lixo e dois de coisas para doar.
O sentimento é de leveza interior.

Boa semana