quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Há aqueles dias em que a tristeza de não poder estar perto, de não poder fazer nada, me deixa num exausto sentimento de impotência.
O acumular de tralha e mais tralha dentro de casa, ao longo do tempo, faz com que ela cada vez se perca mais; faz com que ela, mais vezes, perca coisas importantes. Ela chora desesperada, e eu, do outro lado da linha tento acalmá-la. Sinto-a cansada e de rastos. E sinto-me impotente, tão impotente!
80 km não é uma grande distância. No dia a dia, entre trabalho e escola, 80 km são um fosso intransponível. Ao fim de semana, e porque há jogos de basquetebol do marido, também não é fácil lá ir, enquanto não terminar a época desportiva. Há filhos mais perto, mas a presença de uma filha faz tanta diferença em tantas situações.
Anseio pelo fim da época do basquetebol,  que será também o fim da carreira (quase aos 46 anos). O nosso convívio com a família foi desde sempre afectado por ele, nuns clubes mais do que em outros.
Agora, mais do que sempre, sinto de necessidade de estar mais, mimar mais, fazer mais, porque à distância pouco, ou nada, se faz.
Hoje é só isto que me ocorre :(

Bom dia

3 comentários:

  1. Por vezes...sentimo-nos assim...meias perdidas...meias inconformadas...querendo que as coisas fossem diferentes!
    Bj amigo

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  2. Nem sempre as coisas são como nós queremos e gostaríamos, mas o importante é que entretanto tudo se compõe e já vais sentir-te melhor. Beijinhos

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  3. Tudo vai ficar bem, Ela sabe que de coração estás perto dela e em breve poderás ter mais tempo para fazer o que vos faz felizes e poder estar mais proximo de quem tanto amas.
    Beijinhos

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