sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Há uns anos atrás só as víamos em terra quando havia tempestade no mar. Era do conhecimento comum.
Últimamente, andam por toda a cidade, quer com bom, quer com mau tempo. A fome mantém-nas em terra, famintas, à procura de alimento em qualquer canto ou esquina.
Os bichanos abandonados, que as duas senhoras daquela rua tomam conta, ainda dormiam nas camas improvisadas feitas de caixas de papelão, cobertas com sacos de plástico e forradas de mantas gastas, trazidas para os aconchegar nos dias mais frios. Os recipientes de comida, colocados em fila são, pata entre pata, olhos em alerta, atacados por elas.
A fome, esse enorme flagelo, também atinge de forma tão cruel os pobres animais. 
Dizem que são más, que são cruéis. Não. Procuram apenas, instintivamente, sobreviver.


Bom dia

3 comentários:

  1. É vê-las sobrevoando longe do seu suposto habitat...mas com tanto lixo nas ruas...não admira que se vejam!!!
    Bj amigo

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  2. É verdade, o caso das gaivotas é o mais flagrante. Ainda da última vez que fui a Guimarães, vi gaivotas a “banharem-se” nas fontes e a comer directamente do lixo … não é normal (não devia ser normal!).

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  3. Eu não as acho nada más e concordo que a fome as faz tentar sobreviver.
    Beijinhos

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