terça-feira, 31 de março de 2015

Beijos e abraços - a importância

Eu sou muito de demonstração de afectos. Adoro dar e receber abraços. Gosto de beijos e sempre beijei imenso as minhas filhas.
A mais velha, a dada altura desta fase tão complicada, começou a afastar-me, chamando-me melga.
Inconscientemente comecei a fazê-lo menos, a ela. Um dia destes, num momento em que ela estava em conflito interior, navegando em algumas incertezas, no meio de alguns desabafos e conselhos, dei-lhe imensos beijinhos. Nesse instante ela confessa ter saudades de eu a tratar assim.

Deixar as coisas seguirem o seu percurso natural e, naturalmente, tudo volta ao lugar certo.

Crónica de Maria - Páscoa

Maria não gostava da semana que antecedia a Páscoa. Para ela as férias significavam mais trabalho, por esta altura, muito mais.
Nos primeiros dias, fazer e colaborar nas limpezas sazonais, eram sua obrigação. Os tectos de madeira de casa eram por esta altura lavados, bem como portas, janelas, persianas e candeeiros. O chão de soalho era lavado de joelhos com esfregão de arame e sabão em barra. Depois de seco era encerado, também de joelhos, e finalmente, e depois da cera seca, puxado o lustro com um pano de lã. A cozinha, era caiada e os bancos de madeira também lavados com esfregão de arame. Os terreiros de cimento que circundavam a casa, tal como os muros, eram lavados com soda cáustica e esfregão de aço, de forma a retirar o verdete acumulado ao longo do inverno. A casa tinha de estar impecavelmente limpa, para receber o compasso na 2ª feira de Páscoa.
A partir da 4ª feira e até ao sábado à noite, véspera da Páscoa, Maria, tal como alguns irmãos, ia trabalhar para uma pastelaria  no fabrico do pão-de-ló, e assim, ganhar algum dinheiro que seria  para comprar uma roupa ou uns sapatos novos  ou então, para guardar, para pequenas coisas que precisava na escola e que os pais não lhe podiam dar. Nestes dias o despertar era às 6:00 h da manhã e o regresso nunca se dava antes das 20:00 h. Trabalhava horas a fio de pé, com uma curta pausa para almoço. Chegava a casa esgotada e sem grandes possibilidade de se refazer o suficiente para o novo dia que se avizinhava difícil.
Havia alturas que era convocada para ir, junto com o feirante habitual, vender para as feiras, o que implicava levantar-se ainda mais cedo, montar tenda e expositores.
Destes tempos Maria recorda a quantidade de claras de ovos que ela e os irmãos traziam para casa e que eram aproveitadas para fazer pastelões (omeletas só de claras) com cebola e muita salsa fresca, que em altura de tanta carência, eram sempre um óptimo jantar.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Rosa para vestir

Para hoje preparei rosa para vestir. Para além de ser uma cor que muito associo à Primavera, dizem que é a cor da sorte para o ano actual. Decidi juntar uma, ao desejo interior da outra.
O tempo amanheceu escuro e chuvoso e com um friozinho que nada tem a ver com a estação. 
Muni-me de (mais) um lenço rosa para colocar no pescoço, botas e gabardina. O termo-ventilador tem estado na potência máxima e ainda não senti calor nenhum. Estou é arrependida de não ter trazido a termos com chá quentinho, como fiz todo o inverno.
Que me sinto um pouco esquisita, lá isso sinto, sinto-me uma mistura de duas estações. Mas dentro de mim tenho esta paz de quem adivinha que o dia será, ainda assim, um belo dia!

A importância das pequenas coisas

Atravessávamos a rua para ir almoçar, quando ele me incita a reparar nas flores lindas que enchem os canteiros. São amores-perfeitos, digo-lhe eu. Não fazia a mínima ideia, mas continuou a olhar embevecido comentando a beleza que todas tinham e os variados contrastes de cores. Pensei para os meus botões como era tão bom vê-lo nesse caminho tão certo, das pequenas grandes coisas.



Bom dia e boa semana para todos

sexta-feira, 27 de março de 2015

Gratidão

Fazendo uma retrospectiva da semana que hoje termina, o sentimento é de gratidão. 
O meu espaço de trabalho foi lugar de desabafos, de ouvir, mais que falar, de oferecer lenços para limpar lágrimas (as lágrimas, quando vêm no masculino, têm a particularidade de me comoverem mais ainda); foi lugar onde fiz de enfermeira quando um dos “meus homens” me bateu à porta para lhe tirar uma limalha de um dedo; foi um lugar onde houve risos, gargalhadas, lágrimas. Chegou também inesperadamente um saco de limões, gestos que me deixam sempre profundamente grata.
Em casa, e apesar dos constantes (actuais) conflitos com a adolescente, foi uma semana tranquila, com muitas conversas, muitas gargalhadas, muitas cumplicidades. Foi uma semana francamente serena.
Ter tido algum tempo disponível para fazer coisas que me preenchem, foi a cereja no topo do bolo.




BOM DIA!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Mensagem inteligente

Para reflectir (nunca é demais)

“Depois que enriqueci e pude ter tudo o que era possível comprar com o dinheiro, aprendi que continuava a ver a mesma pessoa ao espelho todas as manhãs. Continuava a sentir-me como quando passava fome e era um teso. Tinha os mesmos demónios a atormentar-me e a mesma bagagem que arrastara às costas desde miúdo…Portanto aprendi que, por mais belo que o teu mundo exterior pareça, o que está por dentro é o que importa. E se o teu mundo interior é caótico e pouco saudável, nada do que faças por fora te fará feliz. Por outro lado, se o teu mundo interior for saudável e completo, as coisas mais simples e básicas do teu mundo exterior farão transbordar o teu coração e a tua alma. Os maiores tesouros da vida são os que tens dentro de ti. Sem um coração rico, a riqueza é um horrível mendigo”


Robin Sharma

Notícias da minha terra

A terra que me me viu nascer foi notícia pelo monumento que me viu crescer.
Tudo em (http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/rota-do-romanico-ha-uma-historia-de-portugal-em-obras-1689902)




Para além de salvaguardar o património, queremos apostar na promoção cultural, consciencializar para a identidade local a partir das escolas, reforçar o orgulho próprio das populações”.


Notícias que nos deixam de sorriso no rosto!


Bom dia a todos

quarta-feira, 25 de março de 2015

Partilha - um outro olhar

Limpa os beijos que lhe dão, quando saem um pouco húmidos ( ok, tudo bem). Não partilha objectos pessoais com  ninguém (nada de misturar coisas, certo também). Como é que se explica partilhar uma amêndoa com o Simba (cão) :agora chupas tu, agora chupo eu (mas que vem a ser isto?). Apanhei-a em flagrante e nem queria acreditar. Ainda a questionei se seria verdade o que eu vi, ao que me respondeu com um sorriso amarelo:- desculpa!

terça-feira, 24 de março de 2015

A força das palavras.


As palavras são amor, afecto, amizade, solidariedade, alegria, força, coragem. Mas também podem ser, erradas na hora errada, o fim da esperança, a navalha que corta o que ainda  prende à vida, a morte.
Não julguemos quando não conhecemos a  história, os caminhos, a vida de alguém. Uma simples palavra pode fazer toda a diferença. Diz-se que um sorriso vale mais que todas as palavras impressas. Creio que sim. Na dúvida da palavra certa, um sorriso pode ser o suficiente e operar milagres.

Provérbios à minha maneira

“Se Maomé não vai à montanha, nunca verá verdadeiramente o que está para além dela. Mesmo que a montanha vá ao seu encontro, a perspectiva nunca será a mesma”


segunda-feira, 23 de março de 2015

Momentos perfeitos em dias imperfeitos

Pão caseiro. Bolo de chocolate. Panquecas. Roupas e mais roupas, a lavar e a secar. Trabalho, muito trabalho. Birras. Discussões entre gerações.Rebolar no chão com a mais pequena, entre cócegas e gargalhadas. Rir até não poder mais. Irritar-me outro tanto. Terminar o dia a ver pela ....ésima vez " A Lagoa Azul", com a mais velha. 
A vida não é perfeita, mas tem muitos momentos de absoluta perfeição.

Crónicas de Maria - Inverno

Maria, ainda criança pequena, antes de ter entrado na escola, gostava de ir para casa da avó e ficar a vê-la costurar na sua máquina, que pedalava freneticamente. Remendos em lençóis,  remendo nas calças dos irmãos de Maria  e fraldas de pano, eram os trabalhos que a avó mais fazia e, assim, ajudava a filha na criação dos netos. 
Nos dias de inverno, a avó enchia um alguidar de barro com brasas, que tirava da lareira da cozinha, e levava para a loja, local que utilizava para os suas costurices.
O inverno era rigoroso, e o frio entrava por todos buraquinhos, frinchas e frestas da humilde casa. O alguidar de brasas era sempre um aconchego bem vindo, no desalento gelado do ambiente. Avó e neta, assim se aqueciam, enquanto uma brincava com os farrapos que a outra ia deixando cair ao chão.
Num desses dias, em que o frio estava particularmente difícil de suportar, Maria ia esticando as suas mãozinhas para as aquecer nas incandescentes brasas e, repentinamente, desequilibrou-se e caiu de mãos nas brasas. Foi uma dor, um sofrimento atroz. Valeu-lhe o tio mais novo, que tinha uma caixa de primeiros socorros  e prontamente a tratou. O sofrimento esse, Maria já nem se recorda, mas acredita que ficou ainda por um longo tempo. Infelizmente este não seria o único acidente que Maria teria que envolveria fogo!

Bom dia para todos 

sábado, 21 de março de 2015

Felicidade partilhada

Hoje partilho da felicidade do meu marido, a um passo de se despedir do basquetebol, vê a equipa dele chegar à final da taça. Amanhã, em Fafe, decorrerá o duelo final com o Benfica. Quanto ao resultado final, não há ilusões. Ainda assim, a alegria de chegar onde chegaram, já ninguém lhes tira.
Ele fecha em grande, chegou aonde nunca conseguiu chegar e termina assim, bem no auge, aos 45 anos, sem nunca ter sido profissional.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Agradecimento a mensagem de um anónimo

Quero agradecer ao anónimo a chamada de atenção quanto aos erros  por mim dados no post anterior, os quais já corrigi.
Não agradeço a forma acutilante/arrogante como o fez, por isso removi o seu comentário. Não entendo porque se sentiu tão ofendido com as minhas "pérolas"!
A finalidade deste blogue não é ganhar nenhum concurso de escrita. É apenas um lugar onde deixo e partilho pensamentos, reflexões e outras coisas que me tocam. Sou humana, portanto erro. Sou a primeira a dizê-lo e a admiti-lo. Parece que o anónimo será um ser superior, infalível e perfeito, é uma pena. O mundo precisa de mais pessoas imperfeitas, que errem às vezes e, de vez em quando, se enganem. 
Termino desejando que Deus lhe dê sempre tudo o que de bom mereça. E já agora leve um :). Ups, peço desculpa pelo incómodo.

Carta a uma (ex)amiga

Durante dez anos a tua amizade foi a maior de todas as minhas amizades.
Na altura, se fosse adolescente, usaria o termo que tanto se usa hoje, BFF. Tantas confidências que fizemos. Tantos jantares, tantos encontros, tantas festas, na casa de uma e outra. 
O negócio que os nossos maridos criaram juntos foi motivo para ainda nos aproximar-mos mais. Seria mais tarde também o "motivo" pelo qual nos afastaríamos para sempre. 
Essa tua maneira de gozar e humilhar os outros, tinha a sua piada, caracterizando-te, sem te tirar o valor que para mim tanto tinhas. Amei-te com uma amizade que vinha da alma, aceitando os teus defeitos e muitas vezes, com muita paciência, o teu  mau feitio. Partilhei contigo a minha vida, e durante algum tempo, a minha casa, sem regras, nem limites, de modo a que te sentisses como se estivesses na tua própria .
Um dia porém, atravessava  eu a pior fase da minha vida, por isso mais frágil, mais sensível, com uma auto-estima mais pequena que um grão de poeira e tu despoletaste-me um golpe, que me fez cair  (quase) até ao fundo do abismo. Quando me tocou a mim ser humilhada, sem dó nem piedade, na casa, que de coração partilhei contigo, foi demais para mim. Nestas situações, a violência com que somos atingidos depende muito do nosso estado de espírito, e eu não estava nada, mesmo nada, bem!
Durante meses e meses tive pesadelos. Tive pelo meio uma depressão que diagnostiquei a tempo. Senti raiva. Senti mágoa e revolta.
O tempo foi passando. Os anos foram passando. A raiva passou, a dor e a revolta também.
A vontade de me aproximar e de te deixar aproximar chegou a ser tentadora, mas sempre afastada, receando abrir novas feridas em cima das cicatrizes. Continuei a saber da tua vida por amigos comuns e pelas redes sociais. O teu divórcio, o teu sofrimento. A vontade de te dar apoio foi sempre afastada mas não deixei de desejar, nem por um minuto, que fosses feliz. E foste.
Depois de um e outro novo amor, tiveste aquele que seria o grande, autêntico e grandioso amor da tua vida. Aquele com quem tu virias a sentir o que era, de facto, o amor verdadeiro. Eu via imagens da tua felicidade, da vossa felicidade, no FB do meu marido e dizia-lhe tantas vezes que bom que tu eras tão  feliz. Mas a vida por vezes é tramada. Depois de alguns anos, muito poucos, com o grande amor da tua vida, ela decidiu que a viagem dele chegara ao fim. 
Choraste a morte dele com todo o teu ser. Lamentaste o pouco que viveram juntos, mas bendisseste  o tanto que tinham partilhado. Eu, apesar de não me ter aproximado, chorei contigo, lamentei que a tua felicidade tivesse sido tão curta. 
Presencio com imensa tristeza as saudades que te desgastam a sua ausência. A força que de repente ganhas para continuar a vida, por ti, pela tua filha e, constantemente, o esmorecimento, próprio de quem perdeu uma parte de si.
Na vida, o que não nos consegue destruir, torna-nos fortes.
Na realidade, sinto bem cá dentro da minha alma que, por mais absurdo que pareça, o golpe que me despoletaste um dia, há uma dúzia de anos atrás, contribuiu para eu gostar tanto de ser quem, e como sou! Por isso,  não deixo nunca de agradecer,  teres um dia, feito parte da minha vida.


Coisas que vêm com o tempo

Os anos e a vida trazem-nos preciosidades como o descomplicar; a despreocupação quando aquilo que somos perante olhares, que pouco ou nada nos dizem; a leveza de ser e fazer o que gostamos, independentemente da crítica negativa; a força de não esmorecer perante algumas derrotas; a tenacidade de lutar uma e outra vez por algo que acreditamos ser de facto o caminho certo, sem nunca desistir! 
Mas, também por esta altura, quando os pratos da balança deveriam estar em perfeito equilíbrio, as mazelas no físico começam a surgir aqui e ali. Não falo de rugas, nem celulite, nem da diminuição da massa muscular, nem dos cabelos brancos que aos poucos vêm ganhando terreno, porque isso não me rouba o sono. Falo de alguma invisualidade que começa, ainda que pequena, a surgir. Falo das dores nos ossos que me impedem muitas e tantas noites de ter uma noite descansada. E a minha coluna, que tanto já sofreu, há dias que não me dá sossego. Há dias em que quero e planeio fazer tantas coisas, que numa fase ainda verde da minha personalidade, fui deixando para lá, e agora a condição física vem tentando fazer oposição. 
A vida é assim, vão-se alterando as lutas. Vão-se renovando e criando novos objectivos. A vida não pára. Convém que com a sabedoria adquirida pelas vivências, consigamos contornar os obstáculos físicos que nos vão surgindo, com sensatez e realismo, de forma a não deixar os pratos em novo desequilíbrio.

Bom dia para todos



quinta-feira, 19 de março de 2015

Música que não se esquece

Para terminar, deixo esta musiquinha intemporal, que sempre me tocará o coração:)


Dia do Pai II

O dia do pai deveria, em minha opinião ser ao fim-de-semana, ou feriado, tal como o dia da mãe. É que isto de estar sempre com a mãe, no dia dela, e raramente poder estar com o pai no dia dele, não tem piada nenhuma e ainda entristece corações mais sensíveis, que com a idade, todos têm tendência a ter. A distância, sempre a distância a impor-se à vontade.

Dia do Pai

Nunca foi de muitas palavras o meu pai. 
As memórias que tenho dele são do homem que trabalhava arduamente, noite e dia, sendo o único sustento da família. Por vezes, em alturas de mais trabalho,  já o calendário apontava para um novo dia,  ainda ele andava às voltas com trabalhos, na carpintaria. Por volta das quatro da madrugada, muitas vezes estava  já desperto para fazer os biscates, antes de ir para a empresa. Sempre foi muito empenhado no que fazia e, aparentemente, desligado do mundo.
Há momentos que a vida não me apaga. O ar feliz com que ficava quando eu ia para junto dele ver nascer, de pedaços de madeira, bancos, mesas e cadeiras. A corrida que eu andava a ia ter com ele, quando de cima do quintal o via a chegar, lá em baixo, ao plátano. Ele colocava-me em cima da bicicleta, sempre sem dizer palavra, e transportava-me até casa, com ela à mão, porque a subida era íngreme, e o cansaço dele era muito.
Era o meu pai, que quando não havia mais nada para comer, para além da sopa, que ia aos frascos grandes de vidro buscar um salpicão ou uma chouriça, que a minha mãe conservava em óleo, para dias especiais. A minha mãe às vezes zangava-se, mas ele não lhe ligava nenhuma, partia-os em pedacinhos e todos petiscávamos com um pedaço de broa amarela.
O meu pai, aparentemente, ligado só a si próprio, nos dias escuros de inverno, ia-me esperar ao autocarro, quando eu chegava mais tarde da escola, quando se imaginava que ele nem o horário sabia.
O meu pai era a minha segurança, quando eu, a entrar na adolescência e extremamente tímida, tinha um ou outro rapaz que me tentava abordar para um namorico. Eu ia de braço dado com ele, de modo a que nenhum se tentasse aproximar de mim.
O meu pai nunca nos cobrou a vida dura que teve, para que nós pudéssemos seguir o caminho que ambicionávamos. O meu pai, embora orgulhoso dos filhos não acabarem numa fábrica, ou na construção civil, como era quase norma na nossa aldeia, naquela época, nunca o demonstrou publicamente, era uma alegria só dele.
Hoje o meu pai continua a ser um homem de poucas palavras. Continua a estar presente, apesar de aparentar ausência. O meu pai fica feliz quando nos vê todos em sua casa e se falta um neto ou neta, já ele está a perguntar por eles, depois desliga-se, aparentemente,  e vive-nos, como sempre nos viveu, à sua maneira, no silêncio das suas palavras.

Bom dia a todos e um dia feliz dia do pai, a todos os pais que por cá passam

quarta-feira, 18 de março de 2015

As 4 estações no mesmo dia

Acordei aos 5 graus de temperatura e fui ao pão enfiada num casaco quentinho.
Fui almoçar era Primavera, poucas nuvens, muito poucas e o vento, só uma brisa, nada de maior.
Depois do regresso ao trabalho choveu chuva com cheiro a Verão, cheiro a terra , típico dos meses quentes.
Parece que a Primavera já regressou outra vez, a avaliar pela luz que me entra pela janela alta do gabinete.
O meu cérebro está confuso, e eu, confesso, também.

Mensagem inteligente

" Mergulha dentro de ti mesmo. Faz o que for necessário para te completares. Preenche as tuas próprias lacunas. E lembra-te de que os portões da realização pessoal abrem para dentro e não para fora. É por isso que a primeira prioridade de qualquer ser humano, a meu ver, é fazer um trabalho interior profundo...Mergulhar dentro de ti significa lidar com as coisas que te estão a limitar e a impedir-te de saberes que és uma pessoa fantástica".

Robin Sharma



Um bom dia para todos

terça-feira, 17 de março de 2015

Mia Couto - o fazedor de palavras

Não sou nenhuma nenhum expert no que à escrita diz respeito, distante disso até, humildemente me confesso. Contudo, tenho por um escritor uma invariável admiração, Mia Couto.
Na minha modesta forma de analisar a sua escrita, sinto-o como um verdadeiro, e apaixonado, tecedor de palavras. Fascina-me sobremaneira os incomparáveis trabalhos que ele constrói com palavras únicas, fazendo sempre mais sentido que qualquer outra já parida.
Mia Couto, o fazedor de palavras que tece, e pinta qualquer história, de fios coloridos, dando um fascínio único a quaisquer texto.
"Estórias abensonhadas" - em leitura.

Bom dia

segunda-feira, 16 de março de 2015

Inexplicações


É certo que eu gosto de todas as transformações que se dão na natureza por altura da Primavera. Caminhar e apreciar as árvores cheias de flores; apreciar os pássaros em chilreantes corropios; olhar o campo ao lado e vê-lo pintalgado de flores silvestres, é encantador. Este é o motivo pelo qual não entendo porque é que nesta altura do ano  me invade uma nostalgia, uma irritabilidade, uma ansiedade, uma tristeza. Não faz me faz sentido. Todas as Primaveras eu digo que será diferente,  que esse ano eu reagirei de outra forma, ainda assim o quadro repete-se, ano após ano, e eu não consigo fintá-lo. Tento desvendar-me este mistério da minha alteração humoral, e só encontro respostas ilógicas, uma vez que nada têm a ver com a forma como eu encaro a vida, e a natureza, em todo os seu esplendor.


Bom dia e uma semana muito feliz

sexta-feira, 13 de março de 2015

Filme que não é bom, ninguém gosta, nem quer repetir

Ontem, na minha instituição foi dia de tomada de posse da nova administração. Embora convidada para reunião da apresentação da mesma, não fui. Não me apeteceu ir. Já não tenho quaisquer ilusão quanto ao trabalho que será realizado. Já são tantas as que passaram por cá ,desde que cá estou, e nada melhorou, antes pelo contrário, por isso não me fez sentido estar presente. Se algum dia me vierem a surpreender será positivamente, ao contrário já não conseguem!
Ontem tirei as ervas daninhas da minha horta da varanda e senti-me reconfortada, de pelo menos aqui, a minha atitude poder ter algum impacto.
Hoje há greve e eu não fiz. Cansada por fazer parte de um grupo restrito, que luta anos a fio por mudanças que tragam qualidade de vida, quer aos utentes, quer aos profissionais. O barco é demasiado pesado e os braços que movem os remos são muito poucos e comecem a ficar demasiado fracos, para nos tirar deste andar à deriva. 
Hoje é sexta-feira 13 e eu simpatizo com estes dias.
Amanhã haverá um encontro de amigas de longa data e isto sim, vale a pena, é do que vale realmente a pena. Momentos que eu aguardo com uma ansiedade feliz, de poder deixar as palavras fluir sem travões, nem reticências. De abraçar quem realmente gosto e trago sempre no coração. São momentos assim que contam agora para mim, a forma mais colorida de sobreviver a estes tempos, que a vivê-los intensamente, só me trazem nostalgia. Os que eu gosto, os que eu amo, os que gostam e se importam realmente comigo, só esses é que me valem a pena. Já não faço fretes, e procuro nem roçar, ao de leve que seja, na pestilenta hipocrisia do ser.

A todos desejo um fim-de-semana muito feliz


quinta-feira, 12 de março de 2015


Acabado de ler - " Conspiração"
Uma história, construída de forma sublime,  com a capacidade de nos manter a curiosidade do início ao fim do livro. 
Este é o segundo livro que leio de Dan Brown, depois do "Código da Vinci", e de facto a forma como a sua escrita cativa, para além dos conhecimentos que adquirimos ao lê-lo, é fabulosa.

Sinopse

«O Presidente Zachary Herney está a lutar por uma duríssima reeleição. O seu opositor, o Senador Sedgwick Sexton, é um homem com amigos poderosos e uma missão: privatizar a NASA e reduzir as suas despesas. O Senador tem numerosos apoiantes que beneficiarão com a mudança, especialmente depois do embaraçoso episódio de 1996, em que o governo de Clinton foi informado pela NASA de que havia provas de existência de vida noutros planetas.
Lutando para sobreviver a uma série de erros que ameaçam a sua imagem política, a NASA faz uma descoberta atordoadora: um estranho meteorito enterrado no Árctico. O Presidente é informado de que o objecto encontrado vai ter implicações determinantes no programa espacial americano. Contudo, dada a reputação vacilante da agência espacial norte-americana, será a descoberta válida ou não?
Rachel Saxton, uma investigadora dos Serviços Secretos da Casa Branca, é destacada para confirmar a autenticidade do achado. Rachel tem como missão resumir relatórios complexos em notas de uma página. Neste caso o Presidente precisa dos seus dados antes da última declaração que fará ao povo americano e que será decisiva na sua reeleição.
Acompanhada por uma equipa de especialistas, incluindo o carismático oceanógrafo Michael Tolland, Rachel descobre o impensável: provas de um embuste científico, de uma cilada que ameaça mergulhar o mundo em controvérsia. Mas antes de conseguir contactar o Presidente, Rachel e Michael são vítimas de uma perseguição sem tréguas ao longo do Árctico, refugiam-se num submarino nuclear e acabam por ser aprisionados num pequeno barco na costa de New Jersey, enquanto a capital norte-americana ferve de expectativas relativamente a mais uma fraude científica e os ânimos se exaltam nas antecâmaras do poder no interior da ala esquerda.
Aclamado pela mestria e genialidade com que relaciona História, Ciência e Política, Dan Brown destaca-se num novo romance em que nada é o que parece e ao virar de cada página nos espera uma fabulosa surpresa.»

Bom dia a todos :)

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Primavera despontava flor, a flor, folha a folha. Os pássaros chilreavam em verdadeiros alvoroço entre árvores e beirais. Maria gostava imensos desses dias. Logo pela manhã pegava na leiteira e ia ao leite à Levadinha, pois escola , só  tinha da parte de tarde. O caminho que mais lhe agradava fazer era pelo monte de Oleiros pois só aí é que ela tinha uma berma repleta de austrálias e mimosas. Mimosas gigantescas, talvez comparativamente ao tamanho que ela tinha na altura, e com um perfume inebriante. Por vezes demorava mais tempo quando se deparava com algum coelho fugidio à sua passagem, e corria no seu encalço.
Quando chegava à Levadinha, a Paula estava a comer a sopa grossa de farinha de milho e couves inteiras. A Miquinhas já estava na loja de baixo, a tecer no seu velho tear, já meio comido pelo bicho . Ela mandava-a esperar um bocadinho que já ia. Maria sentava-se a vê-la tecer, encantada com todos aqueles movimentos rigorosos e precisos e com o ritmo com que o movimentava. Ficava ali longos minutos apenas a observar. Depois, quando a Miquinhas podia parar o trabalho, subiam a rampa e iam para o quinteiro que dava acesso à corte das vacas. Ela lavava as tetas à vaca com um pano húmido, pegava num banco baixinho e muito tosco e sentava-se a ordenhá-la para um balde. Maria ficava do lado de fora a observar. Quando era muito curiosa e se aproximava em demasia a Miquinhas, na brincadeira, esguichava-lhe leite para a cara, afuguentando-a. De seguida pegava num recipiente em latão, a que chamava quartilho, para medir o leite que Maria levaria para casa na sua leiteira!
No regresso a casa, Maria não deixava de apanhar algumas mimosas com as quais enfeitava e perfumava muitas vezes a sua casa.


terça-feira, 10 de março de 2015

A minha mais velha hoje tinha teste intermédio de matemática. A minha mais nova hoje tinha teste de matemática.
A mais velha estava impávida e serena antes de sair de casa. A mais nova teve pesadelos com o teste e estava uma pilha de nervos. Disse um milhão e meio de vezes que estava nervosa, perguntou-me outras tantas que se não soubesse alguma coisa como é que ia ser, e repetiu-se, e repetiu-se e repetiu-se. Tinha de a acalmar, dizia-me ela. Eu bem tentei, esforcei-me mesmo, mas de tanto ouvir a mesma coisa comecei a ficar enervada. Então sai-me ela com esta: mãe, preciso que me acalmes, mas tu também estás a precisar de te acalmar! Pois claro que tinha, se ela me desse tempo, e parasse de se lamentar para me ouvir!?

Estou ansiosa pelo fim do dia para saber como correram!
O livro que eu não consegui ler até ao fim

Sou uma pessoa que tem uma óptima relação com os livros. Gosto de livros com uma história. Não importo o género, o que importa é que a história seja boa, me cative, me faça sentido. Raramente me acontece de desistir de um livro. Por vezes não gosto muito do início, mas vou insistindo e por vezes a partir de determinada página tudo começa a encaixar e eu acabo por me entusiasmar. Não foi de todo o que aconteceu com o livro “Prometo Falhar” de Pedro Chagas Freitas.

Fiquei muito desiludida, dado todo o aparato criado em torno do mesmo. Os textos são bonitos mas, a meu ver, todos eles chovem constantemente no molhado. São textos soltos que acabam por desmotivar a leitura do mesmo. Não há uma história a que nos agarrar e para ler pensamentos soltos, leio os meus próprios. Pronto, é isto, Insisti durante imensas páginas e finalmente desisti.


segunda-feira, 9 de março de 2015

No sábado passado fui assistir a um espectáculo de vários tipos de dança, que reuniu várias escolas da zona do Porto, 38 actuações na totalidade.  A minha mais velha também participou e como tal, sendo o evento na nossa zona, não poderia de modo algum deixar de estar presente para apoiar o grupo dela.
Foi um espectáculo bonito, onde os jovens resplandeciam de felicidade. Houveram actuações muito boas, boas e por aí fora, como acontece em qualquer espectáculo que junta tantos participantes.
Para mim, no meio de tantos grupos, houve um que se destacou de todos os outros e que me comoveu até às lágrimas, e não, não foi o grupo da minha filha.

Quando ele entrou para actuar e uma das participantes empurrava uma cadeira de rodas, que transportava uma jovem linda, de longos cabelos loiros, fiquei curiosa com o que decorreria. Estava longe de imaginar a importância activa que essa jovem teria em todo o desempenho do grupo, contando sempre com ajuda preciosa de uma colega que esteve a seu lado o tempo todo e que, a dado momento, a manteve bem segura na vertical e a fez rodopiar, como se não houvesse nenhuma limitação física. Foi lindo. Foi comovente, foi uma sublime demonstração de cidadania. Este grupo não ficou nos primeiros lugares, mas para mim, foi o grupo vencedor! Há momentos que valem tanto a pena!


O fim de semana foi dedicado a esse maravilhoso, multifacetado e incomparável ser, Mulher.
A forma como somos e nos tratamos é a grande razão de sermos, mais, ou menos felizes. Chegar aqui, para mim, não foi fácil, mas cheguei e isso agora é o que conta, o resto foi apenas aprendizagem. Estou muito feliz,  isso é um facto. É facto também que tenho aproveitado todas as oportunidades para me dar aquilo que me apetece, sem colocação de reticências, deixando fluir. 
Conforme programa anunciado pela Câmara Municipal, no sábado à tarde, fui participar  numa aula de body pump, numa aula de zumba e numa aula de ioga.Foram aulas mais curtas que o habitual, mas ao todo estive ali 2 horas sem dar parte de fraca (hoje estou que nem posso). 
Um dos pontos atractivos era a angariação de alimentos para uma instituição de caridade, portanto, as aulas foram oferecidas em troca de alimentos e ainda recebi uma flor.
Ser feliz é tão bom. Ser feliz e contribuir para a felicidade dos outros é melhor ainda.
No meio disto tudo o que me deixou pessoalmente mesmo muito satisfeita foi, pela 1ª vez ter aderido a uma iniciativa do género sozinha, sem conhecer absolutamente ninguém:). Ainda tentei convencer algumas mulheres, sem sucesso. Assim lá fui eu comigo própria e  senti-me poderosa, nem imaginam :)!! A uma dada altura, olhei para as bancadas e vi o meu marido e a minha pequena a assistir à aula, perdidos de se rir com o meu jeito para o zumba, mas não se riram menos do que eu, garanto-vos!
Terminei o dia assim






Nesta última imagem já a pequena tinha desligado a ficha e eu estava quase, quase a fazer o mesmo.

No domingo comecei com umas deliciosas panquecas e sumo de laranja natural, com ida à missa com a mais pequena, e à tarde uma passeio tranquilo com sua bichesa, o Simba, que quando chegou estava deste jeito, kO!


Não sou adepta dos grandes ajuntamentos de mulheres para jantar fora e depois ir para a noite, no dia da Mulher.  São coisas que nunca fizeram parte do meu feitio. Sou mais de ambientes mais caseiros, mais tranquilos.

Em suma tive um fim-de-semana, cheio, cheio de momentos muito bons:)

Uma óptima semana para todos





domingo, 8 de março de 2015

Forte e determinada
assim caminhas tu, mulher.

A doçura não te tira força
nem as lágrimas apagam
a luz que de ti emana.

Mulher mãe
Mulher filha
Mulher irmã
Mulher esposa
Mulher amiga
Mulher profissional

Tantas em ti contens,
e todas em ti encarnas,
Com vontade e empenho
de seres o melhor de cada uma.

De joelhos esfolados
de coração partido
levantas-te e prossegues
com a sabedoria da experiência.

Com coração pleno de amor
Com uma imensidão de afectos
entregas-te ao ser
em toda a sua plenitude!



A todas as mulheres um maravilhoso dia da MULHER!







sexta-feira, 6 de março de 2015

"Mais vale dois pássaros a voar
do que um na gaiola!"

Pássaro na gaiola, não canta, lamenta!



Há coisas que me fazem cá um nó no cérebro. Uma mulher/mãe cujo marido sofre de obesidade mórbida, que tem uma filha de 7 anos que já aparenta, nitidamente, seguir as pisadas do pai, como é que tem a insensatez de ter, em casa, uma gaveta reservada a doces e guloseimas (rebuçados, chocolates, sugus, chupas, bolachas de chocolate e outros). A agravante é que trabalha numa instituição de saúde e deveria saber, melhor que ninguém, o mal que está a causar à filha.
Este caso deixa-me particularmente enervada porque a minha mais nova é muito amiga desta miúda. A minha mais nova é muito gulosa e por isso mesmo as guloseimas cá em casa são excepção. Ora bem, como a miúda vem cá para casa brincar com a minha filha, a minha há dias também foi para casa da miúda. Foi assim que eu descobri este "atentado" à criança. Decididamente a minha ir a casa da outra é algo que tenho de evitar a todo o custo, uma vez que a abundância, ainda por cima sem regra, deste tipo de "alimentos" é algo que não consigo digerir.


Bom dia :)


quarta-feira, 4 de março de 2015

Uma outra D. Maria, senhora que conheço há tantos anos, nem sei quantos, noventa anos de força, desenvoltura, altivez, coragem. As perdas porque passou já foram muitas. Mas nada a fez cair. A garra com que se agarra à vida é um exemplo que me comove. 
Aqui há tempos, perante o diagnóstico de cancro da mama, dizia ela que nunca lhe ocorreria chegar aos 90 ainda e ter de passar por isso. Ficou triste, mas não desanimou, nem por um momento. A cirurgia correu muito bem e não lhe foi retirado muito tecido. O pós operatório foi um bocadinho chato porque: - eu nunca tinha tomado quaisquer medicamento para dormir, dizia-me ela, por isso, a dose pôs-me a dormir imensas horas, com alucinações pelo meio.
Passados 8 dias da alta hospitalar já esteve no campo a semear feijões, porque não se pode deixar passar a época, dizia ela. Agora quando vieram os resultados das análises, espero que não seja preciso mais nada, mas se for, paciência, tem de se enfrentar para ver se se anda por cá mais um tempinho.
Gosto muito desta doce e forte velhinha. Do carinho com que me segura as mãos e do sorriso aberto quando fala comigo. Exemplo de vida que tanto me toca!


Bom dia a todos :)

terça-feira, 3 de março de 2015

A classe média está a ser extinta a uma velocidade vertiginosa.
Neste momento o país está, praticamente, dividido em quatro partes distintas: os que vivem com dificuldades, os que sobrevivem com dificuldades extremas, os que, infelizmente, já não sobrevivem  e os outros que vivem com deleite, ignorando os outros atrás mencionados.
O umbigo como horizonte propaga-se, como o flagelo das imensas carências sociais.

 :( :(



Provérbio à minha maneira


Se pedir
Peço com simplicidade
sou mais atendido assim
porque se pedir com arrogância
Ninguém tem pena  a mim



Bom dia a todos :)

segunda-feira, 2 de março de 2015




Deixar fluir, comprovadamente, traz óptimos resultados. 
Conseguimos passar a noite na aldeia e aproveitar o domingo para estar com quem está sempre connosco no coração. Conhecer o mais novo membro da família e ficar à lareira à conversa. Trazer à lembrança, histórias da nossa vida. Amar o presente e alinhavar projectos para um futuro próximo. Tomar leite com broa de milho caseira adoçado com mel do nosso produtor preferido e, trazer à memória, coisas inesquecíveis da minha infância. Cozinhar numa fogueira encheu-me o coração de doces e tão gostosas recordações, que não parei de sorrir de lágrimas nos olhos. Coisas simples da vida que me enchem o coração de uma felicidade indescritível, imensurável mesmo.
Assim recomeço mais uma nova semana com renovada intenção de deixar fluir a vida, sem stress, nem ansiedade. Viver apenas o agora, da melhor forma que for capaz, sem fasquias a atrapalhar as intenções, e, principalmente, de coração cheio :).

Para todos vocês uma excelente semana, do fundo do coração.