quinta-feira, 30 de abril de 2015

Grito de alegria

Com o cinzento do dia despertaram birras. Birra pela roupa, birra pelo calçado, birra pelo penteado, birra por tudo, birra por nada. Choros, berros até. Eu atrasada e já quase a perder a paciência. Controlei-me, nem sei como, mas fiquei muito zangada com ela. Pedidos de desculpas, mil desculpas.Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas.  O receio que eu não fosse à escola para o evento do dia da mãe, como tinha prometido, começou a preocupá-la, dado as tantas birras que fez. Ao deixá-la na escola, depois dos habituais beijos de despedida, vacilou ao dirigir-se para o portão, voltou a pedir desculpa e perguntou-me: -vens logo, não vens? Respondi-lhe que não sabia uma vez que  ia chegar atrasada ao trabalho, se me iam deixar sair para ir lá. 
Quando eu cheguei à estava à minha espera junto às grades da escola e quando me viu gritou para as amigas: - a minha mãe já chegou!
No meio dos dias cinzentos, uma mãe tem sempre um raio de luz que brilha bem forte no amor incondicional que a une aos filhos. Um simples grito de alegria faz com que o coração de mãe  se envolva numa luz mágica de felicidade. 

Mensagem inteligente






 “Há coisas que fazemos por acreditarmos. Outras coisas passamos a fazer por deixarmos de ter crença.”


Mia Couto em "Passageiro Frequente"

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dias de aprendizagem

Finalizei o dia de ontem em grande, depois da já mencionada formação em que me senti peixe em terra: reunião de condomínios das 21:00 h às 23:00 h.
Arrastei-me escadas acima. Entrei e arrastei-me até ao banho. Saí do banho e arrastei-me até à cama onde aterrei e desliguei até às 6:00 h de hoje, como sempre.
Embora o tempo esteja um pouco arejado demais, o sol brilha e dá ânimo para um novo começo, para um novo presente.
Hoje a inspiração é esta: tirar todas as lições que conseguir dos dias menos bons, de forma a intensificar o melhor de cada bom dia.

Bom dia a todos

terça-feira, 28 de abril de 2015

Tirar o melhor partido de um dia não

Sabem o que é ir a uma formação e sentirem-se uns ETS.
Pois, hoje foi o que eu senti durante todo dia. Valeu-me o intervalo do almoço para espairecer aqui


e ler um pouquinho do livro que levei como companhia "Pensageiro Frequente" do escritor, que tanto admiro, Mia Couto.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Fim-de-semana

Do fim-de-semana ficou:
Desfrutar da alegria da mais velha ao ir ao shopping, de metro, só com a mãe. Ter tido a paciência de a deixar experimentar tudo o que lhe apeteceu e de vê-la feliz com as compras que fez (com o dinheiro oferecido pelos padrinhos e avós na Páscoa e que guardava para estas coisas que precisava).
Ajudá-la a comprar o vestido para o baile de finalistas e vê-la com os olhos a brilhar de alegria (também fez questão de pagar com o dinheiro dela :) ).
Ir almoçar uma francesinha em família, junto ao mar.
Ir à feirinha da escola da mais nova, deixá-la comprar umas asas de fada, com que ela tanto sonhava, por apenas um euro, um livro da Drª Brinquedos, por 1.50 euros e comprar um bolo caseiro, delicioso, por 5 euros.
Passar a tarde de sábado a destralhar as roupas das miúdas. A mais nova cresce a uma velocidade atordoante que, dei-me conta,  a roupa que tinha guardado da mais velha há pouco mais de uma ano,  por não lhe servir, quase toda  já lhe serve. É de salientar que são quase 8 anos de diferença de idade ( a mais velha não é muito alta, também é um facto).
Saíram destas arrumações mais 3 sacos cheios de roupa que não lhe servem mais, sendo que a de Verão ainda não foi toda experimentada, mas parto do princípio que será tudo para doar. Se a que lhe servia no início do Inverno "encolheu" tanto, com a do ano passado do Verão, nem vale a pena criar ilusões!
Domingo à tarde ver jogo de basquetebol da equipa do BCB contra Algés. Sofrer até ao último segundo e vê-la ganhar depois do prolongamento.
Ficar feliz com a evolução da filha mais nova, a nível da socialização, quando ao intervalo do jogo foi para o campo com outros miúdos, que não conhecia de lado nenhum, driblar umas bolas e fazer uns lançamentos ao cesto e tê-la visto fazer uma nova amizade.Do pavilhão saiu a suar as estopinhas mas  a felicidade vinha-lhe estampada no rosto.
Em suma, foi um fim-de-semana cheio de bons momentos.



A todos desejo uma feliz segunda-feira e uma óptima semana

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Constatações

Todo aquele que luta constantemente por se querer mostrar "grande",  demonstra uma grande falta de auto-confiança.

A papelaria da D.Fernanda.

A D. Fernanda é uma senhora pequenina, terá por volta dos seus 60 anos e é de uma imensa simplicidade, honestidade e simpatia.
Na papelaria da D. Fernanda vendem-se uma imensa lista de coisas, para além do que é suposto vender numa papelaria.
Na montra espreitam alguma variedade de biblots, porta-retratos, uma pequena coleção de santos e perfumes,
Das paredes, do interior do estabelecimento, pendem de cabides, fatos de treino, pijamas e por vezes blusas. Cuecas, soutiens e boxers também lá se vendem. 
A torradeira está em movimento. Ao lado a máquina do café também não descansa. Um prato grande com bolos é pousado em cima do balcão, ao lado dos envelopes.
As duas pequenas mesas redondas, colocadas de forma acanhada, estão ocupadas com as clientes habituais que passam diariamente para tomar café e pôr a conversa em dia. 
Atende-me. Não tem tudo o que eu procurava, mas no dia seguinte posso passar à vontade que irei servida.
No meio do atendimento fala alto para a cliente que vai a sair: - Oh Luzia, se quiser ovos é melhor encomendar já, porque depois podem acabar. Sabe que tem havido muita procura!
Quando preciso de ir a uma papelaria, vou à da D. Fernanda onde, para além de tudo o que se vende, se oferece muita simpatia e boa vontade.

Bom dia a todos

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Uma visão acerca da idade de ouro

Em sequência da idade de ouro que ontem a minha irmã alcançou, o seu filho do meio pediu-lhe para descrever a forma como se sentia ao atingir um marco tão importante na vida dela. A resposta foi rápida e segura: - sinto-me como se tivesse acabado de ler um bom livro e fosse dar início à leitura de outro ainda melhor.
Cada um tem a sua forma própria de sentir as coisas. Esta descrição é, no meu ponto de vista, uma maneira excelente de encarar a vida. 

Um dia excelente para todos

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Mana - idade de ouro

Hoje é um dia muito importante para a nossa família. Faz hoje 50 anos que nasceu a minha irmã mais velha. Penso que apesar da distância que nos separa ser enorme, hoje especialmente, todos nós estaremos muito perto, com o pensamento e com o coração.
A ideia era alugarmos um jacto particular, embarcarmos todos, alugarmos um hotel lá na Suiça e fazermos-lhe uma mega festa surpresa. Ela merecia isso e muito mais. É um doce a minha irmã. A serenidade e a calma em pessoa. Nunca a vi, em toda a minha vida, demasiado exaltada ou com demonstrações de revolta. Creio que não seja por nunca ter tido nenhum destes sentimentos, mas sim porque tem uma imensa capacidade de geri-los, algo que eu admiro e invejo (inveja da boa). Quando cá está, está sempre de portas abertas para nos receber a todos ( e somos mesmo muitos) em sua casa, como uma excelente anfitriã .
Mas não, não saiu a nenhum de nós o euromilhões, nem totoloto, nem nada do género.Uma pena. 
De qualquer forma eu já lá cheguei em forma de postal de aniversário, chegarei também através da internet e o coração, esse também lá estará com ela. 
Amo todos os meus irmãos. Há aqueles com quem eu tenho mais empatia e me abro escancaradamente, que é o caso da MJ, e os outros que dada a sua personalidade, não tanto.

Um dia muito feliz para todos

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mensagem inteligente



"Uns aprendem a andar. Outro aprendem a cair. Conforme o chão de uns é feito para o futuro e de outros é rabiscado para sobrevivências" - Mia Couto


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Música que não se esquece

Passo por cá para vos desejar uma bela segunda-feira (gosto das segundas) e que seja o ínicio de uma semana maravilhosa.
Partilho convosco esta música, que tenho feito a minha mais velha verter muitas lágrimas, e que, talvez por isso, não me sai da cabeça.
Quando no sábado se pôs a ver o filme on-line (velocidade furiosa 7), foi a desgraça total. Chorou como nunca tinha chorado (a ver um filme).
Tão sensível a minha miúda grande!


Bom dia a todos e uma 
semana digna de vocês

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O sentido da responsabilidade

Quando chegou a casa pousou a mochila, tirou o casaco e determinada perguntou-me onde estava o pote com as moedas que andamos a juntar para as férias. Respondi-lhe que no armário, sem dar grande importância à pergunta.
Ao jantar conta-me que na escola estão a preparar uma surpresa para o dia da mãe e que era necessário levar 1 euro, mas que não podia ser eu dar-lho porque a surpresa era para mim. Perguntei-lhe se tinha pedido ao pai. Ela disse que não, que não se tinha lembrado e que se calhar não iria vê-lo antes do dia seguinte. Que tinha ido buscar o dinheiro ao pote: – será que sem este euro nós não poderemos ir de férias, mãe?
Disse-lhe que era pouquinho e que não prejudicaria os nossos planos. Que só numa situação excepcional o poderíamos fazer, de outro modo seria um problema. Por dentro ri-me com a maneira como resolveu a questão e a preocupação dela quanto ao impacto que causaria a saída de um euro.
  

Bom dia a todos e um excelente fim-de-semana

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eu e o minimalismo

O minimalismo é um movimento que tem ganho muitos adeptos.
Acho que este sempre fez parte da minha personalidade, sem que eu me desse conta disso. Só há alguns anos, quando comecei a ler sobre o assunto, é que tive noção que de algum modo já o era e que me poderia aperfeiçoar mais, ganhando no retorno ainda mais qualidade de vida.
A primeira etapa de consciência minimalista foi eliminar tudo o que era pequeno objecto que pousava sobre alguns móveis, tornando-se mais rápida e eficaz a limpeza do pó. De seguida foi a eliminação de todos os tapetes e carpetes que não fossem capazes de ser lavados na máquina. Aderi aos tapetes de trapo e tenho sido muito feliz com esta escolha. 
De Verão só ficam no chão os tapetes da casa de banho e o da sala, sob a mesa da sala do jantar, para evitar riscos no chão. Nesta época os dias são para ser aproveitados ao máximo fora de casa e a ausência de tapetes ajuda muito a manter a casa limpa sem grande trabalho. Passa-se a mopa diariamente e em menos de 10 minutos temos o chão sem qualquer vestígio de lixo ou pó (e areia, tanta areia que vem  da praia para dentro de casa)
As roupas das miúdas, mesmo antes desta minha consciencialização, desde que eram bebés, nunca ficaram para recordação. Foram sempre doadas, com excepção da 1ª roupinha após nascimentos e os vestidos de baptizado. Carros, alcofas, brinquedos infantis tudo foi sempre entregue a quem faria uso deles.
Actualmente a mais nova, quando recebe brinquedos novos, toma a iniciativa de separar alguns para doar. Esta atitude foi-lhe incutida desde cedo e tem dado seus frutos.
O destralhe de roupas e calçado meus, que quase nunca uso, ou porque não me sinto bem com eles, ou porque já não gosto, é feito algumas vezes ao ano. Neste momento consigo ter a roupa de verão e inverno no mesmo roupeiro, sem ter de guardar uma e tirar outra.
A bijuteria também é alvo de destralhe, de vez em quando. Há objectos que deixam de fazer sentido para mim. As pessoas mudam, os gostos também sofrem alterações. Ainda há dias saíram cá de casa vários colares e brincos em excelente estado, para serem vendidos, ou rifados, numa feirinha que está a ser organizada na escola da minha mais nova.
O espaço vazio, deixado por tudo o que sai, traz-me um sentimento de leveza e imenso bem-estar. Menos coisas, menos trabalho, mais qualidade de vida e de tempo para estar e desfrutar de quem gosto e de quem gosta de mim.

Imagem retirada do google imagens


Bom dia a todos



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Crónicas de Maria - O amor

Fora uma criança tímida. Fora, toda a adolescência, pouco dada a grandes amizades e sempre se achara de uma grande feieza. Os defeitos físicos que constantemente lhe a tiravam à cara para a arreliar, caiam-lhe na alma e lá foram ficando a fazer estragos. Demasiados estragos, ao longo de inúmeros anos. 
Quando saía à rua, na adolescência, usava saias compridas para tapar as pernas feias e tortas. Fugia de qualquer galanteio masculino porque achava que era para desdenhar dela. 
Por vezes sonhava com um lugar onde era tratada como uma bela princesa. 
De facto um dia surgiu-lhe no caminho um belo rapaz que a tratou com gentilezas de príncipe. Sentiu, pela primeira vez na vida, o bater do coração por um amor verdadeiro. Um amor estonteante.
Ansiava a todo instante poder estar com ele,  sentir os seus beijos e carícias. A vida era bela, a felicidade suprema!
Descobriu, porém, que o seu príncipe, não era apenas seu. Era de várias que se lhe insinuavam  e que ele galanteava com seu jeito principesco. A tristeza foi um mar tumultuoso de lágrimas que parecia jamais encontrar acalmia. A dor da desilusão foi inexplicável e dilacerante.
A partida da sua terra natal para outra cidade e o encontro com um novo amor, ajudou a apagar estragos, mas esquecer, penso que nunca Matilde esqueceu o seu primeiro verdadeiro amor.
"Não há amor como o primeiro"- a primeira vez que o coração bate por um amor verdadeiro, nunca se esquece, por muitos amores que surjam na vida.
Um amor verdadeiro e correspondido também não.
Um brinde ao amor, ao verdadeiro amor!



Bom dia para todos

terça-feira, 14 de abril de 2015

Atitudes que me deixam a pensar

Que a minha mais velha já foi uma aluna brilhante, já foi. Que não foi por eu exigir dela ao máximo, sem falhas nem erros, não foi. Foi-o sempre naturalmente, sem nunca deixar de ser criança e sem o  peso da responsabilidade de ser a melhor, das melhores.
A minha mais velha já não é uma aluna brilhante, que não é. Desde o 7ºano, altura em que entrou mais acentuadamente na fase controversa da adolescência, que as notas começaram a decair.Se para umas/uns esta fase não é assim muito complicada, para outras/os, nem tanto. Apesar de continuar a ser a mesma filha alegre e feliz, amorosa e carinhosa, tem muitos momentos em que navega num mar de dúvidas quanto ao ser e não ser. O que eu posso fazer é chamá-la à terra, dar-lhe conselhos, ouvi-la, ajudá-la a direccionar-se, a responsabilizar-se. A descobrir-se sem perder os princípios base do respeito e tolerância para com ela e com os outros. Se gostava que tivesse uns resultados escolares melhores, lá isso gostava. As capacidade estão todas lá (ninguém deixa de ser inteligente do pé para a mão). Desejo que esta fase seja ultrapassada e se dê início a uma fase de retoma escolar, sem contudo deixar de permitir que ela viva a vida fazendo o que a faz feliz (sair com as amigas, dançar  e dançar).
Por isso mesmo há certas atitudes que me deixam a pensar.
No dia da reunião com a directora da turma, antes da mesma começar, diz-me o pai do melhor aluno da turma, aluno de quase tudo cincos, e dois ou três quatros, que o filho dele também andava no fase "atolambada" e que os bons que tinha tirado nos testes podiam ter sido muito bons. Que não lhe daria tréguas porque ele tinha de subir as notas. Ao que lhe respondi que era normal nesta idade eles andarem um pouco mais distraídos, mas que de qualquer maneira ninguém é perfeito, que as notas eram excelentes e que o miúdo também tinha direito de falhar. Disse-me que sim, que eu tinha razão, mas que o filho nunca ouviria isso da boca dele e que apesar de tudo nunca deixaria de exigir o máximo dos máximos. 
Não me pareceu nada saudável esta atitude do pai, quer para com ele, quer para com o filho. O futuro o dirá!

Bom dia a todos

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Recomeço

Que o recomeço seja de paz e serenidade. Afastar de nós todos os sentimentos que nos fazem mal ao coração, é meio caminho andado para sermos mais felizes.


Uma óptima semana para todos

sábado, 11 de abril de 2015

Entre o mar e o campo

De um lado assim

e do outro assim


Também  fizemos um jardim na areia, eu e a minha pequena



Boa noite para todos e continuação de um bom fim-de-semana



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Fim-de-semana


Desejo a todos os que por cá passam, e que eu tanto prezo, que tenham um fim-de-semana pleno de momentos maravilhosos, ofuscando o que não interessa para nada.
As crianças são óptimos exemplos de como viver a vida descontraidamente, de como viver os momentos mais simples com verdadeira intensidade. 
Vamos lá libertar a criança que há em nós! 

BOM FIM-DE-SEMANA PARA TODOS

Factos que constato

Ao longo do meu amadurecimento tenho percebido que não devo nunca ir pelo que se diz, fala ou pensa acerca de alguém. Aprendi como é errado julgar sem conhecer. Que cada um tem a sua história e que, só depois de a conhecermos as duas partes, a pessoa e a história, é que estamos minimamente habilitados a tirar ilações. 
O ponto de partida é receber a pessoa com respeito, educação e simpatia, sempre. Depois deixar que ela se mostre lentamente, se dê a conhecer. 
Uma das minhas melhores amigas é uma pessoa que chegou à minha vida rotulada de adjectivos pouco enternecedores. Avisavam-me que tivesse cuidado porque ela  "assim", ela "assado." Pessoas que também não a conheciam directamente.
Descobri nela uma pessoa de uma imensa bondade, um coração de manteiga, uma personalidade forte e que por vezes gera alguma controvérisa, mas, mesmo assim, um excelente ser humano. Uma lutadora que, ainda com dois filhos bem pequeninos, se agarrou a tirar um curso superior, pós laboral, com o qual sempre se identificou. Uma mulher que perante o diagnóstico de um doença degenerativa, e depois de secas as lágrimas, nunca se deixa abater. Uma amiga sempre de ombro disponível ( agora menos porque o trabalho separou-nos)
Depois temos outras pessoas que vestem uma pele de cordeiro, se diz que são uns doces, correctas, empenhadas e depois com o passar do tempo se vão revelando umas raposas. Usam de uma astuta e falsa bondade para atingir os objectivos a que se propõem e depois  conseguido o objectivo, descartam-se de quem já não precisam.
Nem tudo é o que parece, nem tudo parece o que é.

Bom dia para todos

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Personalidades que me incomodam

Entrou há (relativamente) pouco tempo nas nossas vida e encontrei-lhe falsidade na simpatia e nas atitudes. Observando algumas atitudes em relação aos que não lhe são nada, vi nitidamente como é o seu interior e, francamente, não gostei do que vi. Aos poucos,  conforme a evolução da convivência, as gargalhadas cínicas, as repostas secas (sorrindo), sempre com aquele ar de quem está a lidar com gente ignorante ou mentirosa, passaram a ser uma constante, pelo menos no que me diz respeito. 
O que mais me entristece, no meio de tudo isto, é essa pessoa estar ao lado de outra muito boa, que merece ser muito feliz, que já sofreu imenso numa relação anterior, para além de ser alguém que eu amo muito.
Nem todos merecem o que têm e nem todos têm o que merecem.
Dadas as circunstâncias,  receando que um dia me saia algo que não consiga evitar a tempo e aconteça uma rotura, que eu não quero de todo, evitarei encontros, dentro dos encontros inevitáveis evitarei conversas.
Posto isso, prossigo com menos peso cá dentro!

Bom dia para todos

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Notícias que me inquietam

As notícias não são nada animadoras. Se a actualização da lei dos compromissos  for mesmo colocada em prática (acredito que não, tenho fé que não), quem se vai tramar, como sempre, é o mexilhão. Que culpa tem quem trabalha honestamente, que cumpre com o seu dever, que coloquem à frente das instituições pessoas sem noção nenhum de gestão, de forma a criarem fossos negativos?!
Infelizmente acredito que  a colocação deste género de administradores faz parte da estratégia para fechar mais uma instituição pública e dar asas a uma privada, de dimensões gigantescas, inaugurada à pouco tempo aqui a dois passos. Uma instituição desta envergadura ( de muitos milhões de euros) não nasceu de um acto de inconsciência. Diziam que não tinha parcerias público/privadas. Agora já se diz que terá 100 camas para psiquiatria e que o Hospital Magalhães Lemos fechará. Aos poucos vou vendo, aquilo que suspeito, desde os alicerces, a concretizar-se. 
Por muito que tente não pensar nisto, há dias, em que todos falam no assunto, que é impossível desligar do assunto. A sacanagem deste governo soma e segue imparável, sacrificando sempre as mesmas vítimas: os trabalhadores de ordenados médios/baixos e utentes.
Vou colocar uma música relax para ver se consigo desligar a ficha. Ninguém me paga para sofrer, e por este andar, parece que nem para trabalhar (ironia a minha, espero eu).

Bom dia a todos 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dilema - entre duas reuniões

Estou num dilema. 
Amanhã tenho duas reuniões marcadas à mesma hora. Reuniões da escola das miúdas, por isso de igual importância. Se à da mais velha preciso não faltar porque este ano há exames, há questões a serem resolvidas quanto às disciplinas  mais desconfortáveis para ela; à da mais nova também não, porque é um recomeço com uma nova professora. A 5ª professora no mesmo ano lectivo. Já chorou baba ranho porque já se tinha afeiçoado muito à anterior. Há dias que lhe acalmo a frequente ansiedade e lhe limpo as lágrimas que por vezes teimam em cair.
O que faço eu agora?! 

Lugares que me fazem bem ao coração e à alma

Foram dias excelentes estes das mini férias, ou fim-de-semana prolongado, como queiram. A Primavera esteve ao rubro e a boa disposição também. A família  reunida (não toda, e os que não estão deixam sempre um enorme vazio) com  alegria no espírito é quanto basta para que se construam momentos perfeitos.
Um pequeno passeio com o marido pelos sítios que me renovam, um momento a reter.







A visita pascal faz parte da tradição e dá todo os sentido à Páscoa. Na casa dos meus pais passa à 2ª feira.


Bom dia a todos e uma óptima semana


sábado, 4 de abril de 2015

Dias que ficam na memória

Ontem e hoje tive cá uma pequena parte da minha família, fazendo os meus pais parte do grupo. A felicidade foi tanta e os momentos aproveitados devagar para durarem mais. Jantar animado e delicioso. Um saída para ver a procissão do Senhor Morto, uma das muitas tradições que há por cá na última semana da quaresma.
Um serão de muita conversa, muito convívio, muita cumplicidade. A hora de dormir uma pândega para as mais pequenas, que fazem destes momentos sempre uma festa.
Quarto partilhado, divã desdobrável, colchão insuflável e sofás, tudo serviu para nos acomodarmos, e assim no nosso t2, couberam nove pessoas e, bem feitas as contas, ainda cabiam mais uns quantos.
Um pequeno-almoço em família que nos reunimos num alegre despertar; um passeio na praia num esplendida e quente manhã de Primavera  e que eu reterei dentro do meu peito como momentos perfeitos deste fim-de-semana prolongado.





Boa Noite

Uma Páscoa muito feliz para todos

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Livro " O Demónio e a Senhorita Prym " - Paulo Coelho

Ontem acabei de ler dois livros. O "Estórias Abensonhadas", de Mia Couto, que já aqui mencionei, e que tinha no trabalho para ir lendo na hora de almoço. O outro foi o " O Demónio e a senhorita Prym" de Paulo Coelho.
Aprecio imenso as obras deste autor porque são sempre objecto de grande reflexão e de grande aprendizagem. Este livro não difere de todos os outros que já li dele. Cativa desde a 1ª página e a vontade de o ler de uma assentada só, é quase irresistível.
Aqui fica o resumo

O Demónio e a Senhorita Prym


O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano.

Uma aldeia dividida pela cobiça e pela ambição. Um homem perseguido pelo fantasma de um passado doloroso. Uma jovem em busca da felicidade. Sete dias, um breve período de tempo durante o qual o Bem e o Mal travarão uma batalha decisiva e cada personagem terá de decidir a que lado quer pertencer. Um romance inquietante que levanta questões fundamentais acerca da essência do ser humano, narrado com a admirável mestria de Paulo Coelho.


Bom dia para todos

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A espontaneidade das crianças

A mais nova batia o pé, insistia e insistia que queria ir à feira de chocolate no fim de jantar. Eu e o pai dizíamos que não, que o vento estava gelado e que seria muito desagradável, porque a dita era ao ar livre. Depois de muito teimar, e percebendo que não levaria a melhor, virou-se para nós e disse:
- sabem o que vocês precisavam agora, era de serem castigados, de levarem umas palmadas, nem sabem! (a melhor forma que encontrou para nos ofender)
Não me segurei e escangalhei-me a rir.