quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eu e o minimalismo

O minimalismo é um movimento que tem ganho muitos adeptos.
Acho que este sempre fez parte da minha personalidade, sem que eu me desse conta disso. Só há alguns anos, quando comecei a ler sobre o assunto, é que tive noção que de algum modo já o era e que me poderia aperfeiçoar mais, ganhando no retorno ainda mais qualidade de vida.
A primeira etapa de consciência minimalista foi eliminar tudo o que era pequeno objecto que pousava sobre alguns móveis, tornando-se mais rápida e eficaz a limpeza do pó. De seguida foi a eliminação de todos os tapetes e carpetes que não fossem capazes de ser lavados na máquina. Aderi aos tapetes de trapo e tenho sido muito feliz com esta escolha. 
De Verão só ficam no chão os tapetes da casa de banho e o da sala, sob a mesa da sala do jantar, para evitar riscos no chão. Nesta época os dias são para ser aproveitados ao máximo fora de casa e a ausência de tapetes ajuda muito a manter a casa limpa sem grande trabalho. Passa-se a mopa diariamente e em menos de 10 minutos temos o chão sem qualquer vestígio de lixo ou pó (e areia, tanta areia que vem  da praia para dentro de casa)
As roupas das miúdas, mesmo antes desta minha consciencialização, desde que eram bebés, nunca ficaram para recordação. Foram sempre doadas, com excepção da 1ª roupinha após nascimentos e os vestidos de baptizado. Carros, alcofas, brinquedos infantis tudo foi sempre entregue a quem faria uso deles.
Actualmente a mais nova, quando recebe brinquedos novos, toma a iniciativa de separar alguns para doar. Esta atitude foi-lhe incutida desde cedo e tem dado seus frutos.
O destralhe de roupas e calçado meus, que quase nunca uso, ou porque não me sinto bem com eles, ou porque já não gosto, é feito algumas vezes ao ano. Neste momento consigo ter a roupa de verão e inverno no mesmo roupeiro, sem ter de guardar uma e tirar outra.
A bijuteria também é alvo de destralhe, de vez em quando. Há objectos que deixam de fazer sentido para mim. As pessoas mudam, os gostos também sofrem alterações. Ainda há dias saíram cá de casa vários colares e brincos em excelente estado, para serem vendidos, ou rifados, numa feirinha que está a ser organizada na escola da minha mais nova.
O espaço vazio, deixado por tudo o que sai, traz-me um sentimento de leveza e imenso bem-estar. Menos coisas, menos trabalho, mais qualidade de vida e de tempo para estar e desfrutar de quem gosto e de quem gosta de mim.

Imagem retirada do google imagens


Bom dia a todos



4 comentários:

  1. Há algum tempo que optei por esse estilo de vida. Destralhei tudo quanto podia e deixei de acumular coisas inúteis.posso dizer que me trouxe qualidade de vida e espaço e tempo para as coisas que realmente me interessam e fazem falta. Beijinhos

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  2. Para mim, é a simplicidade.
    Um beijinho

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  3. Maria, descobri a beleza do desapego há pouco tempo e não paro de me encantar com a leveza que proporciona.
    Tenha um bom dia!
    beijo da Nina

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  4. Maria por isto sou fã do minimalismo:
    _"Menos coisas, menos trabalho, mais qualidade de vida e de tempo para estar e desfrutar de quem gosto e de quem gosta de mim."
    Bj amigo

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