segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Por aqui houve mercado medieval.
Foi num espaço de pequenas dimensões mas que não deixou de cumprir o objectivo: fazer-nos retroceder no tempo.
As minhas queridas vizinhas  participaram mais uma vez para vender o que lhes sai das mãos com paixão.







Fomos jantar lá na sexta-feira e não nos arrependemos nada: a sanduíche de porco no espeto estava divinal


Aqui partilho mais algumas fotos que recolhi









Votos de uma semana muito feliz. 
Até já


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Na recta final para  os últimos dias de férias por cá tem-se trabalhado com azáfama. Tem-se costurado sem máquina de costura. Tem-se aprendido a arte com trapilho. Tem-se criado coisas novas. Tem-se uma imensa vontade de aprender a criar mais coisas novas. A cada conquista alcançada o sentimento é de um imenso preenchimento interior.  Por cá é-se feliz, muito feliz, que não há atrevimento sequer para queixas, quando se tem tanto, mas tanto, a agradecer.



Votos de um fim-de-semana repleto de momentos felizes que vos encham o coração.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maria João foi uma das pessoas mais fascinantes que apareceu na minha vida. Doce, meiga e de uma imensa humanidade. Tratos e ternura de uma poetisa. 
Trabalhar com ela foi simples e leve, mesmo perante as situações mais adversas. Nunca a doçura foi trocada por aspereza, mesmo em situações de imenso stress. Os dias de trabalho eram longos quando acompanhada de outros elementos, quando acompanhada da enfermeira Maria João, passavam com brevidade.
A poetisa construirá poemas, inspirada noutras paisagens e noutros olhares; outros palatos saborearão  os seus doces divinais; outros utentes receberão o carinho do seu cuidar e as palavras ternas de quem se sabe colocar no lugar do outro; outras pessoas terão o privilégio de partilhar os dias com esta grande, grande MULHER e exímia profissional. 
Antes de partir para a sua amada Lisboa, para iniciar um novo ciclo de sua vida, despediu-se um a um, de todos os que leva no coração. Eu senti-me absolutamente privilegiada por fazer parte deles.
"Ainda que parta", como diz, na perfeição da mensagem deixada , "não quer dizer que não fique".



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sem motivo aparente diz-me a minha mais nova, antes de adormecer:-"quando tiver filhos, não quero que sejam teus netos". Pergunto-lhe porquê. Diz que não me pode dizer os motivos, que são segredos dela. Explico-lhe que há coisas que ela não pode simplesmente decidir. Argumenta que eu serei para os filhos dela o que ela quiser.
Dei comigo a pensar que a prática pode ser totalmente diferente de uma  teoria imutável e que eu poderia não estar assim tão certa na explicação que lhe dei.
Não contra-argumentei.
Esta minha filha é uma constante caixinha de surpresas das quais só vejo a ponta se for verdadeiramente engenhosa.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Depois de um fim-de-semana a lembrar o Outono, entre chuva e vento, não se saiu de casa. Fico com a sensação que estamos já no virar da estação. Por outro lado, como dentro em breve inicio os últimos dias de férias, renasce dentro de mim a esperança que o calor voltará de novo e a nova estação virá na hora dela.
A cumplicidade dos momentos passados dentro de nós, são tão bons  que estes dias assim são aproveitados para isso mesmo. Vimos em família a Gaiola Dourada e fartámos-nos de rir. Temos família emigrante em França há mais de 40 anos e de facto o filme é um retrato fiel da realidade com a qual convivemos.
Houve música e dança. Houve jogos da memória. Houve agulha e linha em movimento. A vida aconteceu da melhor forma, a cada instante. Repusemos energia e enchemos o peito dos sentimentos que nos fazem ser felizes.



Uma excelente semana para todos cheia de alegria e otimismo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mãe

" E agora caminhas mais devagar. A vontade de chegar, de fazer e de ser mantêm-se, ainda que a um ritmo diferente. A casa está limpa e asseada. Nos sítios onde existe tralha desnecessária, nem sequer vale a pena tentar convencer-te que tens de a despachar, pois é tão importante para ti que é como se fizesse parte de ti. Aceitarem-te como és, ouvirem-te, cooperarem, tomar decisões que te apaziguem e que conversem contigo, é o que tu esperas de nós. Reclamar e tentar mudar-te causa-te um desassossego interior. Deixa-te nervosa. As mudanças requerem um estado de alma que não tens, e outras, uma destreza motora que já não te acompanha. Entendo-te. Entendo também que te confundas. E que te enerves quando te chamam à atenção dessas tuas lacunas. Sabes, eu também me esqueço muito das coisas e lacunas, cometo tantas!
A solidão acompanhada em que vives no dia a dia deixam-te imenso espaço para construir castelos de cismas e medos, muito deles fundamentados. A distância que nos separa entristece-me. Aliás, sempre me entristeceu. Agora, pela tua mobilidade limitada que te aprisiona, ainda mais. Poder estar contigo o máximo que conseguir e com tempo de qualidade é a decisão que tenho em mim perante ti ".

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Certezas

Tenho em mim esta certeza que nem mesmo os dias menos coloridos me tiram.  As nuvens que surgem de vez em quando são passageiras porque o optimismo que as empurra para longe é bem mais forte.
Há muitas atitudes e comportamentos que me deixam triste. Quando a teoria sai inflamada  de boas intenções e de sentimentos bons e  na prática nada disto se retrata, o meu coração fica pequeno. Eu não entendo, não aceito que não se passe da teoria. Cada um é como é, isso eu não posso mudar, ainda que me entristeça. Depois, coloco de lado essa tristeza, e dedico-me inteiramente à minha essência. Gostar de gostar por inteiro: de dizer amo-te; de beijar; de abraçar; de conversar; de partilhar gargalhadas; de ouvir e principalmente escutar; de (tentar) colocar-me nos lugar dos outros; de dar; de partilhar momentos; de viver dentro de mim com o melhor de mim e dar de mim o melhor a todos, principalmente aos que amo de alma e coração. 
Tenho em mim este amor  infinito pela vida, e por cada um dos amores da minha vida (e são tantos, tantos), que quero aproveitar cada instante em que possa estar com eles, ser feliz com eles e fazê-los felizes comigo.




Bom dia :)!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

" O meu nome é Alice"

Foi a prenda  que a minha mais velha me deu no aniversário e que, sem ela saber, já eu a namorava há algum tempo.
É um livro que toca a alma e o coração da gente e faz  ver a doença do Alzheimer por uma outra perspectiva, a do portador. Recomendo a sua leitura a todos. Nunca é demais tentar colocar-nos no lugar do outro. 

Boas leituras

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Ainda que tenha regressado de férias há uma semana, dado o atulhar de serviço durante a minha ausência, não me foi possível passar por cá.
Os dias foram intensos de vida e de vivências. Festejaram-se 15 anos de amor da minha mais velha. Festejaram-se os meus 45. Festejaram-se os 46 do meu marido. Tivemos gente dentro de casa e, especialmente de forma activa, dentro da nossa vida e dos nossos corações. Os amigos da filha. As sobrinhas que estiveram connosco a passar uns dias de férias diferentes. A família que se juntou nos aniversários. Os passeios. A praia. As danças das cinco mulheres que viveram juntas oito dias (nós). As cumplicidades e essencialmente a felicidade partilhada e por isso duplicada.
O nosso descanso físico não foi nenhum, mas a alma, essa desligou o botão de tudo o que não nos fazia feliz e vivemos. Apenas vivemos cada momento como uma dádiva divina. E foi bom, muito bom.
Um passeio por Ponte de Lima. A descoberta de uma praia fluvial paradisíaca, de águas transparentes e temperadas, incrivelmente deserta em pleno mês de Agosto,  foi a cereja no topo do bolo, depois de um magnifico arroz de sarrabulho, num lugar onde a simpatia era o prato principal.
15 dias me separam do resto das minhas férias. O regresso ao trabalho foi por isso menos custoso, porque no coração bate a alegria de ter mais uns dias para gozar.


Bom dia a todos com votos de uma semana imensamente feliz e positiva