terça-feira, 29 de setembro de 2015

O dia estava, tal como o anterior, de um nevoeiro intenso, com 17 graus de temperatura.
Depois da invicta, o nevoeiro foi-se decepando e a temperatura começou a subir gradualmente, conforme aumentava a distância que nos separava dela. À chegada, 30 graus foi o que nos esperou.
Vindimar com aquele calor tornou-se mais difícil e houve até quem, desprevenido, apanhasse insolação. Nós, como não tínhamos muitas uvas, tivemos uma tarefa mais fácil. No fim, e como terminamos com dia, “vindimamos” ainda cerca de 30 abóboras, que andavam pelo campo espalhadas, no meio do imenso matagal desgovernado de ervas daninhas e algumas nozes. No domingo ainda “vindimamos” marmelos que já começaram a cair de maduros.
O convívio com quem nos quer bem, sem pretensões, foi do melhor. Conhecemos também o mais novo rebento da família, com 12 dias de vida, a nossa Anita.
No regresso, deparamo-nos com o mesmo tempo que tínhamos deixado à partida, que nos fez congelar devido ao choque térmico.
Regressei ao trabalho num ritmo ainda doido, que nem tempo me sobra (quase) para um coffe break.




Votos de um ótima semana:)


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Depois de uma semana que passou numa rapidez atordoante, prevê-se um fim-de-semana assim



Cansativo, por certo, mas , espero eu, que de mais um encontro feliz com as raízes.

Bom fim-de-semana para todos e sejam felizes

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Outono

O caminho verde de erva macia, que orlava o rio cristalino, encontrava-se agora atapetado de folhas douradas, vermelhas, amarelas e castanhas, trazidas pelo Outono. Encontrei-te sentado na mesma rocha de sempre, agora, envolto no colorido tranquilizante que nos faz voltar mais para dentro de nós.
Os peixes teimavam em não agarrar o anzol, distraídos com este novo encanto da natureza. Sentei-me ao teu lado e apreciei o brilho dos teus cabelos quando um raio de sol, mais traquina, brincou com eles.
A nossa paixão pelo Outono  e estes momentos contemplativos  invadia-nos de um bem-estar quase palpável.
Bem vindo meu querido Outono.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quintandona - Festa do Caldo.

A noite estava estrelada. A aldeia deparou-se com as características e hábitos de outros tempos que me fizeram retroceder, em vários aspectos, a uma época que também foi minha. A singeleza rústica das casas, construídas em xisto, inebriou-me. O lavadouro público da aldeia; a fonte; a calçada incerta de xisto, aqui e além misturada de granito; a venda onde se podia adquirir artesanato típico da zona; os fornos acesos, a aquecerem, para assar o pão e outras iguarias; os espigueiros; as mesas de jantar colocadas nos quinteiros, com molhos de feno a fazerem de bancos; o caldo a ser cozinhado em potes de ferro em cima da fogueira, enfim todo o conjunto é belo. Pena foi ter chegado só depois de jantar e haver já um mundo de gente a circular por toda a parte: uns nas imensas filas para comer, outros a assistirem aos imensos espectáculos espalhados pela aldeia, que variavam entre o teatro e a música típica. 
Da gastronomia não experimentei nada porque, tal como disse, para além de ter ido depois de jantar, as filas também não ajudaram a tentar-me. Beber, bebi “Mijo de Jebo”, bebida oficial da festa. Era servido bem fresquinho num púcaro gelado de alumínio.
Dada a multidão, não consegui tirar fotos de jeito para ilustrar o que relato. 
Ficou dentro de nós as promessas de regressar lá noutra altura e para o ano voltarmos, para a Festa do Caldo, mas durante a tarde para evitar a multidão e para que as crianças possam aproveitar a visita sem ser incomodadas pela visita do João Pestana (também foi um senão).

domingo, 20 de setembro de 2015

À chegada aguardava sentada nas escadas de cimento, à sombra do magnoreiro. Os terreiros tinham uma enorme fenda a todo o comprimento e aguardavam a colocação dos tubos para o saneamento, algo que era feito por biscate e por isso a conta gotas.
A casa ficava suja constantemente, cheia de pó e isso mexia-lhe com os nervos e tirava-lhe a pouca paciência que lhe restava.
A saída com filha, o genro e as netas às compras era o melhor que lhe  acontecia há imensos dias. De resto, o que lhe dava vontade mesmo, era de sair dali para bem longe, dizia ela. O marido sempre dava umas voltas de mota e saia um pouco daquela confusão que até os movimentos lhes limitava portas dentro, se bem que para ele tanto lhe fazia desde que tivesse que comer e pudesse dormir de seguida
Ela precisava de companhia e de conversar. A sua voz e olhar mostraram tristeza quando os viu sair, depois das compras, para outro compromisso, já marcado há algum tempo.
A solidão é um estado que nos pode matar aos poucos, porque há momentos em que somos a nossa pior companhia.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

No fundo este é apenas um exemplo do que se passa por este país fora. Infelizmente.

http://maepreocupada.blogspot.pt/

Nesta soalheira, fresca e muito azul sexta-feira, termina-se uma acelerada semana de trabalho, delineando planos para no fim-de-semana.  A festa do caldo na Quintandona é o objectivo em mente.
A  Quintandona é uma aldeia típica preservada que integra o concelho de Penafiel,  Com uma beleza e arquitectura singulares, as suas casas são construídas em xisto. Embora se encontrasse um pouco degradada, deu-se  início às sua recuperação, há sensivelmente 12 anos, sendo que neste momento existe um grupo de 29 casas recuperadas. O facto de estar localizada perto de centros urbanos, conduziram a uma grande procura turística.

O solo, também ele de características xisticas, constitui um facto que a diferencia das restantes aldeias da zona, uma vez que no concelho de Penafiel a rocha mais abundante é o granito. 

Quanto à paisagem rural da aldeia, ela evidencia que as populações locais vivem da agricultura, sendo de destacar o caminho que vai desde a aldeia até ao Monte da Pegadinha, um miradouro natural de toda a zona.

A gastronomia da aldeia é muito variada: é de apreciar o presunto e os enchidos de porco, o cabrito assado e o arroz de forno, para além das sobremesas de pão podre, tortas de Penafiel, leite-creme, bolinhos de amor e tortas de S. Martinho. 


Todos os anos, no terceiro fim-de-semana de Setembro, realiza-se a Festa do Caldo, festa típica onde se servem caldos tradicionais da aldeia e onde se tenta recriar em pleno século XXI um espaço e tempo próprios das décadas de 1950 e 1960, nas quais o caldo era a base da população rural portuguesa.

Correndo como planeado, posteriormente partilharei convosco esta experiência

imagem retirada do google imagens

Bom fim-de-semana :)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A chegada a um local desconhecido, quando se é desconhecido nesse local, requer tacto na forma de se dar conhecer. Também requer esse mesmo tacto, e engenho, conhecer cada elemento do grupo onde se ficará inserido. Essa atitude mostrará sensatez, coerência e segurança perante o que se é e como se é.
Disparar em vários sentidos, sem linha de orientação, no intuito de mostrar que se manda, sem respeitar a identidade de cada um, nem tão pouco o que cada um é, enquanto profissional, faz com que, num ápice, se perca toda autoridade que se queria ter perante os outros. O respeito também. Havendo humildade de reconhecer as falhas, nem tudo estará perdido. O tempo é um ótimo aliado.


Bom dia:).
No serviço  iniciei com novo chefe.
Agora é necessário adaptações, criar novos hábitos e estabelecer novas estratégias de trabalho. No fundo, cada um de nós, recomeçou o "novo ano" de forma diferente, ou seja de uma perspectiva um pouco diferente da que estávamos habituados.



Acreditando sempre que os caminhos sinuosos de inicio darão espaço a rectas ladeadas de encantos, desejo-vos um belo dia.



terça-feira, 15 de setembro de 2015

A chuva cai desalmadamente, aliada a ventos bravos. Hoje é o primeiro dia de aulas das miúdas e a vontade de sair porta fora era nenhuma.
 Recomeços tão molhados, que sejam abençoados.
A mais velha entrou na escola e curso da primeira escolha mas, mesmo assim, nada tira a ansiedade perante a mudança de escola e turma.

A mais nova começa com mais uma nova professora, a 6ª desde que iniciou o ano passado o 1º ciclo. A ansiedade também a invadiu, ainda que com menos intensidade que o ano passado. Tenho em mim que este ano será melhor para ela.
Desde o inicio de Setembro que se iniciou como atleta de basquetebol e acredito que o desporto em grupo a vai ajudar imenso a tornar-se mais segura e enfrentar melhor as derrotas.

Que o acreditar nunca esmoreça, a esmorecer, que seja para renovar forças.

Bom dia a todos


domingo, 13 de setembro de 2015

Momentos que ficam por dentro da gente.

De regresso à rotina que se inicia com novos ciclos que requerem a adaptação de todos passo para
partilhar imagens de momentos destas curtas, mas muito agradáveis, férias que souberam sobretudo a sossego e descanso :).

Turismo Rural (Amares)





Serra do Gerês



Casinha da Heidi (como lhe chamam as minhas filhas)


Praia Fluvial de Prado 


Minha terra




Parque Aquático Fafe


Um a ótima semana para todos cheia de momentos felizes que vos encham o coração.