terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quintandona - Festa do Caldo.

A noite estava estrelada. A aldeia deparou-se com as características e hábitos de outros tempos que me fizeram retroceder, em vários aspectos, a uma época que também foi minha. A singeleza rústica das casas, construídas em xisto, inebriou-me. O lavadouro público da aldeia; a fonte; a calçada incerta de xisto, aqui e além misturada de granito; a venda onde se podia adquirir artesanato típico da zona; os fornos acesos, a aquecerem, para assar o pão e outras iguarias; os espigueiros; as mesas de jantar colocadas nos quinteiros, com molhos de feno a fazerem de bancos; o caldo a ser cozinhado em potes de ferro em cima da fogueira, enfim todo o conjunto é belo. Pena foi ter chegado só depois de jantar e haver já um mundo de gente a circular por toda a parte: uns nas imensas filas para comer, outros a assistirem aos imensos espectáculos espalhados pela aldeia, que variavam entre o teatro e a música típica. 
Da gastronomia não experimentei nada porque, tal como disse, para além de ter ido depois de jantar, as filas também não ajudaram a tentar-me. Beber, bebi “Mijo de Jebo”, bebida oficial da festa. Era servido bem fresquinho num púcaro gelado de alumínio.
Dada a multidão, não consegui tirar fotos de jeito para ilustrar o que relato. 
Ficou dentro de nós as promessas de regressar lá noutra altura e para o ano voltarmos, para a Festa do Caldo, mas durante a tarde para evitar a multidão e para que as crianças possam aproveitar a visita sem ser incomodadas pela visita do João Pestana (também foi um senão).

7 comentários:

  1. Há muito encanto nas festas populares.

    Beijinhos, Maria. :)

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  2. Deve ter sido bem engraçado :)
    Beijinhos

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  3. Fiquei com pena de não ver as fotos. Mas estar e apreciar sem perder qualquer momento é muito melhor.

    Beijinho

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  4. Essas festas são espectaculares, fazem-nos recuar no tempo e nos dias que correm isso é coisa bem difícil. Beijinhos :)

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  5. Cada vez gosto mais das festas populares. Será da idade??

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  6. Conheci essa aldeia este verão, por convite da Lurdes e do Floriano! Não imaginava que ali tão perto houvesse um sitio tão especial... adorei!

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Agradeço a visita. Volte sempre!